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Opinião


A OPINIÃO DE JOSÉ ANTONIO CARIDE

Doutor em Filosofia e Ciências da Educação, José Antonio Caride é catedrático de Pedagogia Social na Universidade de Santiago de Compostela. Colaborador da PÁGINA, José Antonio Caride participou num artigo sobre ética e sociedade digital, no jornal La Voz de Galicia, publicado a 14 de dezembro de 2020. “[…] La educación está llamada a desempeñar un papel clave, desde la infancia hasta la vejez, activando e integrando las múltiples dimensiones que humanizan los contenidos de las enseñanzas y los aprendizajes en las instituciones educativas y en la sociedad. Deberá hacerlo con saberes y pedagogías que nos hagan más libres, responsables y conscientes, dotando a las personas de una visión crítica, con valores.”





A OPINIÃO DE DOMINGOS FERNANDES

Domingos Fernandes é Professor Catedrático no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, investigador na Unidade de Investigação & Desenvolvimento em Educação e Formação da UL e autor de inúmeras publicações sobre Educação. É também colaborador da PÁGINA. Este artigo foi originalmente publicado no número 1297 do Jornal de Letras, em junho de 2020. “[…] A avaliação tem de ser um processo pedagógico cujo propósito fundamental é apoiar os esforços de aprendizagem dos alunos e de ensino dos professores. Por isso se assume que avaliar é diferente de classificar. […]”





A OPINIÃO DE DOMINGOS FERNANDES

Domingos Fernandes é professor catedrático no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, investigador na Unidade de Investigação & Desenvolvimento em Educação e Formação da UL e autor de inúmeras publicações sobre Educação. É também colaborador da PÁGINA. Este artigo foi originalmente publicado no blogue Somos gente de palavra(s)! [https://somosgentedepalavra.wordpress.com/blog/], a 8 de junho de 2020. “[…] Num tempo em que vivemos sob uma catastrófica calamidade, a palavra nunca foi tão importante em meio escolar. Dificilmente poderá ser doutra maneira e a gente de palavra(s) tem aqui um papel insubstituível. […]”





A opinião de José Antonio Caride Gomez

Doutor em Filosofia e Ciências da Educação, José Antonio Caride é catedrático de Pedagogia Social na Universidade de Santiago de Compostela. Colaborador da PÁGINA, José Antonio Caride publicou, a 25 de maio, este artigo no jornal La Voz de Galicia. “[…] Ante sus adversidades, las auténticas redes sociales que encarnan los profesionales de la salud, la educación, los servicios básicos, la seguridad, la vecindad… atienden las urgencias y emergencias cotidianas: sin pausa, con pocos recursos, solidariamente, silenciando el dolor y la rabia contenidas. Dando lo mejor de sí a quien les necesita [...]. Sin que se desvanezcan los derechos que construyen la ciudadanía, individual y colectivamente. Con la dignidad debida, como personas críticas, conscientes, libres y responsables. […]”





A OPINIÃO DE MIGUEL ÁNGEL SANTOS GUERRA

Miguel Ángel Santos Guerra, leonês de nascimento e malagueño por adoção, é Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Complutense e Catedrático Emérito de Didática e Organização Escolar da Universidade de Málaga. É ainda Diplomado em Psicologia pela Universidade de Boston e em Cinematografia pela Universidade de Valladolid. Miguel Ángel Santos Guerra é também colaborador da PÁGINA e tem um blogue, o El Adarve [https://mas.laopiniondemalaga.es/blog/eladarve/], onde publica vários artigos. Este “La cruel pedagogia del vírus” é um deles: “[…] En medio del fárrago de fake news, de comentarios frívolos, de textos vacuos, de visiones apocalípticas y de conjeturas varias, es bueno acercarse a pensadores que, en parte por la edad y la experiencia y en parte por la sabiduría y el estudio profundo de la realidad, pueden aportarnos un análisis rico y riguroso de la crisis en la que estamos inmersos. […]”





Rui Tinoco - PÁGINA 189

Existe um conjunto de desafios por mapear em termos de educação para o uso da internet: condições de segurança; conhecimento de quem está do outro lado; privacidade e gestão da imagem; ocultação de dados pessoais; expectativas face às amizades; comportamentos sexuais frente a computadores – são algumas das esferas de uma tarefa complexa, que se cruzará com inevitáveis diferenças de gerações e de valores.





Rui Namorado Rosa - PÁGINA 189

Vivemos um tempo atribulado, também de muitas e variadas opiniões. Cada cabeça sua sentença e cada interesse económico seu lobby. Sabemos que há uma séria crise económica e que, associada a esta, está uma crise energética e ambiental. Ouvimos falar, e talvez possamos entender o exacto significado, de “economia do hidrogénio”, de “carvão limpo”, de “captura e sequestro do dióxido de carbono (CO2)” e de outras maravilhas da técnica por vir. E já ouvíramos falar dos combustíveis fósseis (e seu eventual esgotamento), das potencialidades da energia nuclear (cisão e fusão) e das virtualidades das “energias renováveis” (acessíveis e ilimitadas).





Marisa Vorraber Costa - PÁGINA 189

Ao mesmo tempo que colocam em evidência aspectos de uma infância vivida com plenitude e irreverência, as brincadeiras de crianças chamam a atenção para aspectos pouco edificantes da organização social.





Raquel Goulart Barreto - PÁGINA 189

A questão em foco é a obra de arte como texto didático. No caso, é o lugar da escultura hiper-realista no contexto da sala de aula.





Andréa Serpa - PÁGINA 189

Assumir a conversa como metodologia é assumir que podemos aprender com as nossas frases inconclusas, com os milhares de fragmentos que nos constituem e atravessam nossas práticas.





Maria da Conceição S. Soares - PÁGINA 189

Basta flanar pelos espaços-tempos das escolas para observarmos uma enorme quantidade de cartazes e painéis compostos por fotografias. Esses artefatos são fabricados tanto para mostrar ou realizar práticas educativas como para construir a memória das instituições. Em minhas ‘andanças’ por escolas públicas brasileiras, vi e fotografei vários cartazes e painéis, confeccionados por alunos e por professores, nos quais eram utilizadas fotos feitas por eles mesmos ou recortadas de revistas e jornais.





Evelcy Monteiro Machado - PÁGINA 189

A Pedagogia Social no Brasil busca identidade, construção de matrizes teóricas e sua organização. O campo da Educação Social começa a ser compreendido pela Academia e pela sociedade civil como uma demanda contemporânea com especificidades próprias, que não conflitam com a Escola e que exige qualificação de profissionais e voluntários.





Américo Nunes Peres e Ricardo Vieira - PÁGINA 189

De 23 a 25 de Abril, decorreu na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) de Leiria o XXIV Encontro Galego-Português de Educadoras e Educadores pela Paz. A abertura foi feita por Helena Proença, presidente da Associação Galego-Portuguesa de Educação Para a Paz (AGAPPAZ) em Portugal, Carmen Diaz Simón, coordenadora da mesma associação, e Luís Filipe Barbeiro, director da ESECS.





Maria Helena Borges - PÁGINA 189

Em meados da década de 70, a colónia espanhola do Sara Ocidental foi invadida por Marrocos e pela Mauritânia, que acabaria por abdicar do território sarauí. Os bombardeamentos marroquinos, com napalm e fósforo branco, obrigaram os sarauís a procurar refúgio no deserto argelino, onde souberam organizar-se em acampamentos de refugiados. O desterro de 35 anos é mais velho do que muitos dos 160.000 refugiados sarauís, mas mesmo os jovens sabem que não há vida a cumprir-se num deserto alheio.





Humberto Lopes - PÁGINA 189

“As ideias justas ou falsas dos filósofos da economia e da política têm mais importância do que em geral se pensa. Na verdade, são elas que quase exclusivamente governam o mundo. Os homens de acção que se crêem isentos de influências doutrinais são normalmente escravos de algum economista do passado”.





António M. Magalhães - PÁGINA 189

Pode dizer-se que, em Portugal, está hoje generalizada a estrutura dos cursos de Ensino Superior segundo o modelo de Bolonha. Em 2008, apenas 2% desses cursos não tinham ainda sido adaptados. A meta temporal traçada para a sua total implementação foi o presente ano e não há razões que pareçam vir a pôr em causa o seu cumprimento. Contudo, entre a implementação formal e a efectiva impregnação do modelo de Bolonha nas instituições de ensino superior (IES) e na sua vida interna há uma distância considerável.





Susan Robertson - PÁGINA 189

Existem muitas razões que validam o ingresso na universidade como forma de beneficiar os indivíduos e a comunidade, mas parece terem caído por terra. Os argumentos estritamente económicos apenas servem os interesses dos fazedores de lucro e dos decisores políticos que assumem o Ensino Superior como uma mercadoria.





José da Silva Ribeiro - PÁGINA 189

Acabo de ler o livro «Free. O Futuro é Grátis», de Chris Anderson, editor da revista Wired. Partilho com ele este ato de escrita grátis. O computador é um netbook barato, o sistema operativo gratuito e o processador de texto e corretor ortográfico gratuitos. Constato também que Chris Anderson refere que cada ano as tecnologias aumentam a capacidade e reduzem o preço. Portanto, tendencialmente grátis.





Gustavo E. Fischman - PÁGINA 189

Es difícil negar que hoy en día las universidades públicas son mucho más grandes y en buena medida mas diversas que aquellas en las que estudiamos la gran mayoría de los que hoy trabajamos como docentes. No es solo una cuestión de cantidad de estudiantes, sino también que es difícil ignorar que el origen social, o racial, o la composición de género de los que hoy asisten a las universidades, es notablemente diferente a la de hace un par de décadas. En buena medida esta diversificación, es el resultado de la expansión meteórica de la matricula.





Henrique Vaz - PÁGINA 189

Coloca-se o debate em torno da avaliação dos professores de um modo geral a partir de uma premissa errada, que é a de pressupor que a avaliação deve distinguir, diferenciar, colocar em patamares diferentes aqueles que a ela se submetem. 





Betina Astride - PÁGINA 189

Venho resumir-vos a minha breve experiência eTwinning. E o que vem a ser isso?





David Rodrigues - PÁGINA 189

A Educação Inclusiva não diz respeito só aos alunos que apresentam algum tipo de dificuldades, mas a todos. O facto de uma criança poder aprender, conviver, partilhar o dia-a-dia, com colegas que apresentam alguma dificuldade inabitual, é uma fonte de enriquecimento escolar e humano.





Ricardo Vieira e Tânia Silva - PÁGINA 189

A escola contemporânea está, como sabemos, cada vez mais sob as luzes intransigentes do palco social. A relação triangular escola-aluno-família vai assumindo novas características que a dissociam dos jogos de poder concentrado, até há bem poucos anos, em apenas um dos vértices. A realidade multicultural das comunidades e, portanto, das escolas, exige uma crescente ordem de reformulação de teorias e práticas por parte de todos os agentes do ensino escolar, cujas áreas do conhecimento não se limitam, presentemente, ao professorado.





José Rafael Tormenta - PÁGINA 189

É de uma riqueza enorme a conjugação dos vários e diferentes saberes dos docentes de cada nível de ensino; embora, em alguns, ainda possa surgir a ideia de que o seu conhecimento é “superior” ao dos outros, cedo vão percebendo que há saberes, know-how e culturas próprias que não são transportáveis de uns níveis para os outros, mas que são ajustáveis, negociáveis, passíveis de serem enriquecidos.





Almerindo Janela Afonso - PÁGINA 189

Adivinha-se o uso discricionário de pequenos-grandes poderes e percebe-se a arrogância de quem está ciente de que o escrutínio dos seus actos é pouco provável ou ineficaz.





Ariana Cosme e Rui Trindade - PÁGINA 189

Será que a reivindicação de uma escola se poder constituir como espaço politicamente mais democrático, culturalmente mais significativo e socialmente mais justo não passa, afinal, de um sonho de uma madrugada distante de Abril?





Manuel Matos - PÁGINA 189

Há uma constante no seu trabalho de investigação – uma quase obsessão – que dá pelo nome de imperativo da cidadania e que determina uma prática social à altura da dignidade humana, onde a pessoa se assuma como um fim em si mesma e não apenas como um recurso.





Isabel Baptista - PÁGINA 189

O I Congresso Pedagógico realizado depois da implantação da República teve lugar no Porto, em Abril de 1914, por iniciativa do Sindicato dos Professores Primários de Portugal, criado em 1911. O programa oficial do congresso assentava em três eixos fundamentais: “função social da escola”, “magistério primário” e “pedagogia: processos para a educação da inteligência e da memória”. Entre as conclusões dos debates encontramos, por exemplo, a necessidade de criação de cursos “pós-escolares”, numa antevisão espantosa sobre o que hoje se entende por formação ao longo da vida. Aliás, dois anos antes, em 1912, a Escola Normal do Porto abrira-se para os primeiros cursos de Verão, nos quais participaram 120 professores de todo o país.





José María Hernández Díaz - PÁGINA 189

Las repúblicas ibéricas fueran interrumpidas por proyectos políticos de corte autoritario y fascista. Sus iniciativas educativas innovadoras se ven erradicadas y sustituidas por modelos pedagógicos ultra-conservadores y nacional católicos.





Angelina Carvalho - PÁGINA 188

Quando eu era pequena, nunca ouvia falar de infância. Se um mistério havia, era o daqueles meninos que passavam às vezes por nós e que pareciam ter sempre de comer, usavam sapatos e roupas que os cobriam todos e não apareciam cá fora. a não ser quando já nós andávamos, há muitas horas, na lide no campo. Havia coisas de que não se falava. Elas falavam por nós.





Nélio de Sousa - PÁGINA 188

Na formação dos cidadãos, a Escola cultiva os valores da solidariedade e da cooperação, cristalizados em expressões populares como há sempre lugar para mais um ou a união faz a força.





Luís Vendeirinho - PÁGINA 188

É um instante, um assomo de urgente vontade, uma comoção doce fora de qualquer realidade, misteriosa, breve, num relance em que dissolve o espanto e a ansiedade derramada pela vida sempre que nos perguntamos a lógica de renunciar, quando se pressente ser possível essa inatingível felicidade, e no momento desiludido de um amor impossível, perdido na vertigem e na loucura de uma falsa liberdade, sentimos no peito, surpresos e sem jeito, que houve um tempo em que podendo-nos enamorar não houve senão um vento que em sonhos nos deu uma ilusão de amar.





Júlio Conrado - PÁGINA 188

Pintor de méritos consolidados e reconhecidos, Emerenciano é também cultor da palavra escrita. Em poesia, dá expressão àquela parte do seu mundo emocional, partilhada pela pintura, de que esta todavia não se reclama em níveis de mobilização excessivos. Mesmo existindo um compromisso entre palavra e cor, verso e traço, semiótica do texto e fulguração visual do signo, o artista reserva à poesia o canteiro do espírito onde ajardina a matéria sensível excedentária do rasgo pictórico. Matéria depois ordenada e encaminhada para as páginas dos livros através dos quais vai acumulando reputação de escritor.





Paulo Teixeira de Sousa - PÁGINA 188

Alain Resnais, nascido na Bretanha em 1922, foi sempre apaixonado pela animação e pela BD, tanto que vários dos seus filmes têm influência notória destas artes. Estudou arte dramática durante dois anos, mas a chegada da II Guerra Mundial interrompeu-lhe os estudos. Só no final do conflito passou a dedicar-se ao cinema, começando com curtas-metragens dedicadas às artes plásticas. A sua primeira foi Van Gogh (1948), seguindo-se Gaugin e Guernica (1950). Fez ainda Les Statues Meurent Aussi (1953), sobre a arte africana e a sua apropriação pelo colonialismo – proibido em França durante vários anos –, e Toute la Mémoire du Monde, um percurso poético pelo labirinto da Biblioteca Nacional de França.





Inês Barbosa de Oliveira - PÁGINA 188

As pesquisas que venho fazendo com imagens de escola vêm assumindo importância crescente pelo que despertam de interrogações e ideias, diálogos e narrativas possíveis sobre os cotidianos expressos nas imagens de escolas com as quais entro em contato. Elas mobilizam as minhas possibilidades de compreensão/invenção de objetos que deem conta das tantas formas possíveis de dialogar com aquilo que se vê/lê. Percebo, no material observado, inúmeras pistas a respeito dos cotidianos escolares vividos, questionados ou obedecidos, transformados por tantos e tantas alunos(as), professores(as), autoridades, inspetores, tecendo compreensões possíveis daquilo que as narrativas imagéticas me dizem.





Carlos Mota - PÁGINA 188

Um dia, tendo terminado uma palestra no Instituto da Defesa Nacional, saía eu da sala com um enorme livro referente a estratégia. Um general interpelou-me comentando: “Isso é uma arma de arremesso!” Aquilo era um livro, mas também podia (com restrições) ser uma arma! Dependia da idade da pessoa que eu atingisse com o livro.





Rui Tinoco - PÁGINA 188

Usando uma plataforma comunicacional, uma adolescente conhece um rapaz de quem se agrada. Pouco importa o contexto internauta em que tal sucedeu, como o Messenger, uma sala de chat, o HI5, o Second Life, o Twitter ou uma outra rede social. Sabemos bem que as fronteiras são fluidas e que um contacto num qualquer dos suportes referidos pode ser desenvolvido num outro. Por exemplo, um avatar do Second Life tem a sua própria página, enquanto personagem fictícia, no Facebook…





Nuno Pereira de Sousa - PÁGINA 188

Uma das estratégias fundamentais de empowerment para aumentar o controlo da população sobre a sua saúde, a sua aptidão para procurar informação e a sua competência para assumir essa responsabilidade, é a promoção da literacia em saúde. Como literacia em saúde referimo-nos à competência para tomar decisões relacionadas com a saúde nos mais diferentes contextos do quotidiano, seja em casa, no local de trabalho, na comunidade, no sistema de saúde, no comércio ou na esfera política.





Paulo Nogueira - PÁGINA 188

A literatura em estado cru está de volta. É possível que durante as últimas décadas estivéssemos convencidos do contrário. Uma certa crueza literária não deve, no entanto, confundir-se com as escritas de grau zero. A neutralidade na escrita, na qual Roland Barthes viu uma busca de “inocência” imune à linguagem literária, propriamente dita, define-se pela ausência ideal do estilo, da forma, do refúgio. É sóbria como uma equação, às vezes acre. Mas sempre supôs uma problemática da linguagem e do social, uma responsabilidade motivada, sobretudo, pela ordem do pensamento e não tanto por convenções de cunho literário, de que a metáfora é um entre outros exemplos.





Rosa Soares Nunes - PÁGINA 188

Inegável que se torna hoje a estreita ligação entre os processos educacionais e os processos sociais de reprodução mais abrangentes, isto é, reconhecida a condição de concorrência e simultânea complementaridade do campo escolar e do campo económico “comprometidos ambos com circuitos de trocas cada vez mais eficazes simbolicamente” (Bour dieu), a reestruturação capitalista, imposta a ferro e fogo nalguns países e a golpes de mercado noutros, vem produzindo um modelo de acumulação que já não precisa de massas trabalhadoras qualificadas, mas de uma pequena elite de especialistas e de uma massa de trabalhadores flexíveis, descartáveis e intercambiáveis com o espectro do desemprego como espada de Dâmocles. A escola inclusiva deixa, então, de ser funcional para o actual modelo económico. Como consequência desta disfuncionalidade, sobreveio uma crise de sentido que atravessa todo o dispositivo escolar (Maldonado).





Maria Rosa Afonso - PÁGINA 188

É, hoje, comum ouvirmos falar de cidadania global, dando a entender que todos somos cidadãos do mundo e que esta questão ultrapassa, há muito, o estatuto legal da pertença a um Estado, com o consequente conjunto de direitos e deveres de cidadania.





Paula Deporte de Andrade e Marisa Vorraber Costa - PÁGINA 188

Conforme vamos refletindo e também conhecendo e nos apropriando do pensamento de diversos analistas da contemporaneidade – Bauman, Jameson, Harvey, Bocock, Sennet e muitos outros –, vamos fortalecendo o entendimento de que o consumo se transformou em dominante cultural, em eixo organizador da sociedade.





Ivonaldo Neres Leite - PÁGINA 188

Por que se deve fazer o que é certo? E, o que é o certo? Ao realçar estas indagações, Kant lançou-se na busca por um fundamento racional para as questões ético-morais. A formulação que ele apresenta como resposta não é nada desprezível: uma regra de conduta moral certa é aquela que, sendo adotada universalmente por todos, torna o mundo mais feliz.





Mario Novelli - PÁGINA 188

Este discurso de Colin Powell numa Conferência Nacional de Política Externa para líderes de organizações não governamentais (ONG) tornou-se um exemplo muito citado da crescente preocupação de muita gente da comunidade internacional do desenvolvimento acerca da cada vez maior militarização do sector. Quer dizer, as agendas das organizações humanitárias e do desenvolvimento estão a ser apoderadas pelos poderosos interesses militares do ocidente.





Roberto Marques - PÁGINA 188

São muitos os exemplos de utilização da Escola com o intuito de fortalecer o sentido de pátria ou unidade de uma nação. Algumas disciplinas, nessas horas direcionadas para isso, ganham força, como a História, o ensino de uma língua e a Geografia. Há algum tempo tomei conhecimento disso em relação à unificação alemã, no século XIX. Se, nesse caso, houve mesmo um projeto tão intencional assim, a sua efetivação ou não, ou mesmo os seus desdobramentos, são questões que não despertaram tanto interesse em mim quanto a própria existência do projeto. A percepção de que os conhecimentos escolares (o que quer que sejam) ultrapassam as paredes das salas de aula, é algo que deveria estar na raiz de qualquer discussão sobre a Escola, em qualquer canto.





Xavier Úcar - PÁGINA 188

Hace años que desde los diferentes informes mundiales elaborados sobre la cultura se enfatizó la necesidad de entender el desarrollo no como crecimiento económico, sino como un proceso que aumenta la libertad efectiva de sus beneficiarios para llevar adelante cualquier actividad a la que atribuyen valor (UNESCO, 1997).





José Antonio Caride Gómez - PÁGINA 188

El 12 de marzo de 1910, en la Sociedad “El Sitio” de Bilbao, un histórico foro del liberalismo vasco, por el que han pasado como oradores algunas de las figuras más relevantes de la vida pública española de los últimos 130 años, José Ortega y Gasset (1883-1955) nos legaba uno de los lemas más emblemáticos de cuantos han acompañado los avatares de la Pedagogía Social desde los inicios del siglo XX hasta la actualidad: La Pedagogía Social como programa político. Y, con él, la inequívoca necesidad de vincular la educación al quehacer político y moral que los ciudadanos han de adquirir consigo mismos y con la sociedad que los acoge.





Manuel Sérgio - PÁGINA 188

Tratemos hoje de um tema que, sem dar ares de adivinho, parece manter alguma actualidade: qual o melhor treinador para o futebol (ou o basquetebol, ou o andebol, ou o voleibol, etc.) de um país, o treinador nacional ou o estrangeiro?





Mariana Salgado Peres - PÁGINA 188

Do Desenvolvimento-Desigualdade-Destruição ambiental ao Amor-Biodiversidade (como diversidade da vida, também humana) Conflito/Cooperação/Comunidade/Cidadania.





Isabel Menezes - PÁGINA 188

Nos últimos meses, temos assistido a uma intensa discussão pública a propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo, dando origem às mais diversas expressões de acordo e desacordo: debates, abaixo-assinados, crónicas de opinião, cartas-abertas, manifestações...





Ana Brito Jorge - PÁGINA 188

Quando se fala em conhecimento e, em particular, em conhecimento científico, nunca é demais destacar o papel da persistência na procura, da insistência no esforço e da humildade na avaliação do resultado do nosso trabalho! Construir conhecimento, crescer cientificamente, preparar um futuro mais sustentado e desenvolvido, obriga a um constante investimento na aprendizagem, na investigação e na confirmação das conclusões. Como se descobre? Como se conhece? Sem falhas? Sem hesitações? Sem passos atrás?...





Maria José Magalhães - PÁGINA 188

Responsabilizar apenas as mulheres por uma gravidez constitui, hoje, um acto de medievalismo, sobretudo vindo de pessoas com formação científica, a quem já não se admite que considerem que a concepção é da exclusiva acção do útero feminino. Já lá vai o tempo, em séculos passados, em que se pensava que a mulher engravidava sozinha. Sabemos que o país em geral tem baixos níveis de literacia e que os comportamentos e atitudes que constituem o quotidiano de um português e de uma portuguesa nem sempre se pautam pela interiorização de dados relativos às informações veiculadas em matéria de saúde, quer seja reprodutiva, quer não, ou de bem-estar, quer noutras dimensões da vida social.





Hermínia Bacelar - PÁGINA 188

Muito se avançou neste século no que respeita às conquistas emancipatórias da Mulher, mas sabemos todos que, quer a Oriente quer a Ocidente, quer a Norte quer a Sul, a opressão da Mulher na vida profissional e na vida privada é uma realidade porque é uma consequência da sua exploração na sociedade, tal como o é a exploração dos homens.





Leonel Cosme - PÁGINA 188

É sábio aquele professor de meninos, de jovens ou de adultos que, a coberto ou à margem das prescrições curriculares, não se contenta com a reprodução dos costumes e induz os alunos a pensar que não é suficiente interpretar o mundo; é preciso transformá-lo.





Evangelina Bonifácio - PÁGINA 188

A missão pedagógica dos professores reveste-se de grande complexidade humana, dada a responsabilidade antropológica que lhe é inerente. Trata-se, afinal, de trabalhar com pessoas e numa perspectiva de promover a sua personalidade e humanidade.





André Escórcio - PÁGINA 188

Uma outra mentalidade política urge, subordinada a três aspectos: necessidade de um novo olhar para a organização social e para as políticas de família; assunção do princípio de que a prioridade primeira da Escola é estar ao serviço do Homem e não ao serviço do Poder; a reinvenção do sistema tem de varrer a centralização que mata a identidade de cada estabelecimento de ensino.





Carlos Cardoso - PÁGINA 188

Desconheço avanços recentes – se os houve – nas negociações entre Ministério da Educação e sindicatos sobre a prova de ingresso na carreira docente. Sobre o assunto, mantenho como referência o artigo 22.º do Estatuto da Carreira Docente e os decretos regulamentares n.º 3/2008, de 21 de Janeiro, e nº 27/2009, de 6 de Outubro.





Domingos Fernandes - PÁGINA 188

Em 2003, o Pestalozzianum Research Institute for the History of Educatione o Institute of Educationda Universidade de Zurique organizaram uma conferência em que se relacionou o pragmatismo, a educação e a democracia. A ideia era contribuir para que o pensamento sobre educação fosse mais consistente com a discussão internacional nos domínios das humanidades e das ciências sociais.





José Pacheco - PÁGINA 188

O primeiro parágrafo do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova reza assim: “Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional”. Decorria o ano de 1932. Entre os signatários estava Anísio Teixeira.





Ana Vieira - PÁGINA 188

Há mais de vinte anos que ouvira esta pergunta pela boca de colegas que descreviam o seu início de carreira, na altura ensinando com habilitação suficiente. A Rita, ela própria professora contratada com habilitação suficiente, no ano de 1985, terminou, entretanto, o curso ‘via ensino’, ficando, portanto, profissionalizada. Como ingressara no ensino privado quando ainda era estudante, aí ficou. Tanto mais que a casa dos pais era ali perto. Ascendeu quase ao topo da carreira do ensino privado, com vencimento calculado no âmbito do respectivo contrato colectivo de trabalho.





António Baldaia - PÁGINA 188

Em dois anos, através da CIF, o Governo retirou apoios da Educação Especial a mais de 20.000 alunos. Os docentes dos quadros de agrupamento apenas respondem a metade das necessidades, para além de faltarem psicólogos, auxiliares e terapeutas, entre outros profissionais. É o “quadro negro” pintado pela Fenprof, que convocou uma conferência de imprensa para divulgar os resultados de um inquérito que realizou à escala continental.





David Rodrigues - PÁGINA 188

Em Janeiro, a UNESCO publicou um relatório sobre a avaliação global do programa “Educação Para Todos”. Trata-se de uma avaliação intercalar do objectivo que tinha sido apontado para que, em 2015, todas as crianças do mundo tivessem acesso à educação primária. Os resultados são decepcionantes.





Ariana Cosme e Rui Trindade - PÁGINA 188

Reinventar a Escola passa por transformá-la num espaço potenciador de inteligência e de humanidade, promovendo a participação de todos na construção de produtos culturais, partilhando-os, e a afirmação de cada um como pessoa portadora e construtora de saberes.





José Rafael Tormenta - PÁGINA 188

Dá-se um salto ali a Madrid, em lowcoast, entra-se no Centro Nacional Rainha Sofia e fica-se integralmente a oscilar – entre os pés que se afundam no chão para tentarem segurar-se e a cabeça que esvoaça e voluteia para além das nuvens – só por se olhar para a Guernica de Picasso. E o que é que se vê? Pessoas, animais, edifícios, um braço sozinho ainda com um candeeiro aceso na mão, um cavalo que espelha os horrores da morte e da dor nos seus pêlos eriçados, uns braços que bradam aos céus a sua passividade, destruição. A emoção avassala-nos como se cada momento tivesse sido colado, aposto ou sobreposto a três dimensões, para irromper por nós dentro e se entranhar de forma intemporal, fora de qualquer espaço.





Manuel António F. Silva - PÁGINA 188

Em textos anteriores, tive oportunidade afirmar que a escola pública portuguesa nunca mais seria a mesma após a investida legislativa protagonizada pelo XVII Governo Constitucional. E essa afirmação estava respaldada empiricamente no amplo movimento desencadeado pelos professores e que culminou nas duas maiores manifestações ocorridas após 1974.





Domingos Fernandes - PÁGINA 187

Li «A Place Called School: Prospects for the Future», de John Goodlad, em 1985. O livro foi publicado em 1984 e contrastou com «A Nation at Risk: The Imperative for Educational Reform», um relatório com menos de 40 páginas, publicado em 1983 e produzido por uma vasta comissão nomeada por Ronald Reagan e liderada pelo Professor David Gardner.





Yolanda Rodríguez Castro - PÁGINA 187

Nos últimos anos, o concepto da violencia de xénero non estivo exento de controversia. Aínda que inicialmente se falaba de violencia doméstica, foron moitos os/as autores/as que se negaron a utilizar ese termo; xa que presentaba un dobre problema: por un lado, non especificaba a dimensión de xénero, e por outro, tampouco mencionaba quen era o agresor.





José Manuel Silva - PÁGINA 187

João nasceu numa família da classe média, teve uma educação esmerada, “muito acima da média para a altura”. O desafogo económico da família marcam a infância de João, e dos pais recebeu incentivos para o estudo e “determinados valores”, que não esquece. Descobriu desde muito cedo que os outros lhe reconheciam qualidades para liderar e a afirmação do seu sentido de liderança foi-se desenvolvendo com o tempo, “foi crescendo”.





Fátima Antunes - PÁGINA 187

Processo de Copenhaga foi lançado como uma plataforma de coordenação de políticas, envolvendo trinta e um países europeus na sequência de uma Resolução do Conselho Europeu de Março de 2002. Seguiram-se um conjunto de decisões relativas à construção de instrumentos técnico-políticos de âmbito europeu visando a harmonização e o reconhecimento de qualificações no campo da educação e da formação profissionais (EFP): Europass, Quadro Comum de Garantia de Qualidade (QCGQ), Sistema Europeu de Transferência de Créditos em EFP (ECVET) e Quadro Europeu de Qualificações para a aprendizagem ao longo da vida (QEQALV).





Débora Cláudio - PÁGINA 187

Trabalhar na sala de aula as mensagens publicitárias; debater o consumo alimentar e as suas motivações; organizar jogos com objectivos pedagógicos – são ferramentas importantes para usar e abusar, numa época em que a velocidade de informação é de tal ordem que muitas vezes dificulta a reflexão.





Marisa Vorraber Costa - PÁGINA 187

Quando Richard Sennet − em seu conhecido ensaio de 1998 sobre as conseqüências pessoais das transformações do trabalho no novo capitalismo − mostrou-nos que mais liberdade, menos rotina, burocracia e monotonia, mais flexibilidade e compromissos de curto prazo não representavam uma indiscutível melhoria nas condições da nossa existência, fomos tomados de assalto. Sennet alertou que as mudanças consideradas em seu conjunto como expressivas de um trabalho humanizado estavam deteriorando justamente aquilo que era o eixo da vida humana: as virtudes de caráter.





Nuno Pereira de Sousa - PÁGINA 187

A actividade lúdica tem-se mostrado um instrumento indispensável aos programas de promoção da saúde em meio escolar, quando inserida em sessões estruturadas. Poderá ter diversos objectivos, como a criação ou reforço da coesão grupal, a consolidação ou introdução a aprendizagens ou um elemento-chave para que, em conjunto com outros instrumentos, se modifiquem comportamentos. Frequentemente, existe uma boa adesão dos alunos a este tipo de jogos, o que se traduz a nível de planeamento pela utilização de uma estratégia facilitadora no sentido de se alcançarem os objectivos a que um programa promotor da saúde se propõe.





Sara Pereira - PÁGINA 187

A questão que se coloca em título parece demasiado óbvia e de resposta imediata. Parece mesmo não oferecer dúvidas. De acordo com os dados de audiência fornecidos pela Marktest Audimetria, durante o primeiro semestre de 2009, cada português viu, em média, por dia, cerca de 3h30m de TV e o segmento mais novo (4-14 anos) viu aproximadamente menos 37 minutos (ou seja, 2h53m diárias, um aumento de 2,4% relativamente ao semestre homólogo do ano transacto). Estes dados são um primeiro indicador de que as crianças continuam a ver TV, a par de outras actividades. A investigação que se tem desenvolvido sobre este tópico tem também fornecido alguns dados que confirmam a importância que a TV continua a ter na vida quotidiana dos mais novos, no seu processo de socialização e na forma como encaram e conhecem o mundo.





Cláudia Queiroz - PÁGINA 187

Na história da Carochinha, Rapunzel, a dos cabelos amarelos, foi presa pela bruxa em uma torre. Um príncipe que cavalgava por ali viu suas lindas madeixas e pediu que lhe jogasse as tranças para ele subir até o claustro. Ao chegar lá, pediu-a logo em casamento. Bom, para encurtar a história, a bruxa, ao descobrir as visitas da moça, cortou seus cabelos e lançou um feitiço no rapaz. Dizem as más línguas que um espinho o cegou, mas como toda boa história encantada, tudo termina com “e foram felizes para sempre”.





Ana Brito Jorge - PÁGINA 187

Aí estavam os anos 90... Tanto caminho já percorrido por um sindicalismo livre e novo, nascido com a democracia! Tanto caminho, tanta luta, tanta conquista!





Cristina Paniago Lopes - PÁGINA 187

Partindo de uma afirmação-crença de Martín-Barbero, o que pede o cidadão de hoje ao sistema educativo é que o capacite para ter acesso à multiplicidade de escritas, de linguagens e discursos em que se produzem as decisões que o afetam, seja no plano laboral ou familiar, no político e econômico. Para Barbero, há necessidade de uma Escola em que aprender a ler significa aprender a distinguir, a descriminar/comparar, a valorizar (valorar, atribuir valor) e a escolher onde e como se fortalecem os pré-juízos (preconceitos) ou se renovam as concepções que temos da política e da família, da cultura e da sexualidade.





Maria Teresa Esteban - PÁGINA 187

O cotidiano escolar permite encontros entre diferentes sujeitos e conhecimentos, porém, fomentar o diálogo como articulador do processo pedagógico não tem sido fácil, apesar dos discursos correntes, elogiosos à reflexão e à construção do conhecimento. As práticas estão marcadas pela cultura do silêncio, ignorando que aprendizagem demanda encontro com outro.





Raquel Goulart Barreto - PÁGINA 187

Há algum tempo a menção a textos didáticos remeteria imediatamente aos escritos, inscritos em livros específicos. Podiam ser acompanhados de ilustrações: imagens que lhes serviam de ornamento, podendo mesmo ter relações bastante tênues com as palavras, mas não deixando de tornar a página mais leve e de atrair a atenção dos leitores.





Miguel A. Santos Guerra - PÁGINA 187

Se habla de la crisis, se describen minuciosamente sus efectos, se maldice a los usureros que la han provocado, se hacen juicios catastrofistas, se golpea al gobierno desde la oposición (que debería llamarse Alternativa en lugar de Oposición) como si fuese su principal artífice… Pero se habla menos de lo que se puede hacer para salir de ella, de cuál es la actitud con la que se la debe afrontar.





Pascal Paulus - PÁGINA 187

Ela tem oito anos. Na sua curta vida, já passou por situações complicadas. Até chegar à idade em que, pressupostamente, tinha que começar a ir para a escola todos os dias, ficou com a mãe e as crianças do local onde vivia. O vocabulário de que dispunha era reduzido, mas servia perfeitamente para as conversas do dia-a-dia e para as brincadeiras, sem brinquedos, imitando o mundo dos adultos.





Xavier Úcar - PÁGINA 187

El término empoderamiento se utiliza cada vez con más frecuencia en los ámbitos social, político y educativo. El empoderamiento (empowerment) es un proceso de autodeterminación cultural por el que las personas y los grupos buscan dotarse de recursos que les permitan participar, en términos de igualdad con las personas que detentan el poder, en todas aquellas decisiones que afectan a sus vidas y a los contextos en los que aquellas se desenvuelven.





José Miguel Lopes - PÁGINA 187

«Entre os muros da escola» é um painel na vida quotidiana de uma turma de adolescentes. O filme retrata durante um ano a vida de um professor e da sua turma numa escola de um bairro problemático de Paris, microcosmos da multi-étnica população francesa, espelho dos contrastes multiculturais dos grandes centros urbanos de todo o mundo. Embora ambientado em uma escola francesa, qualquer professor ou aluno do mundo inteiro pode se reconhecer entre os personagens do filme de Laurent Cantet [França, 2008]. É uma recriação tão autêntica e cuidadosamente próxima da realidade que descreve, está de tal forma colada a ela, que consegue um tão admirável “efeito de real”.





Virgínio Sá - PÁGINA 187

Na reconfiguração da geografia complexa dos múltiplos processos de regulação da Educação, como enfatizam diversas análises, um dos vectores da política educativa mais em saliência ao longo das últimas décadas tem consistido na progressiva deslocação do controlo do produtor para o consumidor na prestação do serviço educativo.





Betina Astride - PÁGINA 187

Os blogues andam pelas nossas escolas; é um facto. Tal significa que muito haverá para dissertar sobre o caso. O que são? Quando surgiram? Quem inventou? Onde? Para quê? Quem faz? Quem consulta? Que mudanças provocam? Qual o interesse? Como têm evoluído? Estas e outras são questões pertinentes que me vêm à ideia quando paro e olho para lá do blogue que tenho nos dedos; questões que aguçam a minha curiosidade. Hoje, contudo, apenas trago factos práticos e pontuais do imenso mundo da blogosfera, procurando, de alguma forma, corresponder ao solicitado no editorial do primeiro número desta Revista.





José da Silva Ribeiro - PÁGINA 187

Uma das perguntas frequentes sobre o impacto das tecnologias de informação é se a internet está a mudar não apenas a sociedade mas também a nossa forma de pensar e até mesmo o nosso cérebro. As repostas são muitas e por vezes provocadoras ou inquietantes. Certo é que a rede não só nos debita informação, mas também configura um processo de pensamento.





Paulo Raposo - PÁGINA 187

Tenho vindo a escrever aqui sobre migrantes. Desta feita, a escrita faz-se em regime biográfico porque, de momento, estou no Brasil, num dos seus excelentes departamentos de antropologia (UFSC, Florianópolis). E o sabor da alteridade é agora algo que estou a provar.





Arsélio Martins - PÁGINA 187

Quem ensina e aprende está à espera, numa tocaia inconsciente, de tocar e seduzir quem aprende e quem ensina. Todas as oportunidades são boas para alegrias vividas por quem compreende e anseia aprender, por quem se deixa seduzir pela alegria de saber e de mostrar compreensão pelo mundo até querer fazer parte dele, parte activa dele, parte crítica dele, parte.





Manuel Matos - PÁGINA 187

Sei de uma escola que ocupa um dos últimos lugares do ranking nacional. Fica situada na zona histórica de uma das mais assinaláveis cidades portuguesas. Tem à sua ilharga alguns dos mais celebrados monumentos do nosso património arquitectónico e artístico. O seu nome anda associado ao mito e ao imaginário social “de que houve nome Portugal”. E, todavia, os seus meninos e meninas “deixam-se” assinalar, hoje, por esta trágica condição que o malfadado ranking determinou: serem os “últimos” alunos de Portugal. Como se, verdadeiramente, não fossem sequer alunos. Como se, quase, esta escola perdesse a razão de existir. Porque essa é a “verdadeira” função reclamada pelo ranking – decidir quem merece e quem não merece existir. 





Angelina Carvalho - PÁGINA 187

Desde o início do ano que eu reparava no comportamento daquele meu aluno.





Carlos Mota - PÁGINA 187

É clássico considerar a família, o grupo de amigos ou colegas, a Escola, a Igreja ou os meios de Comunicação Social (televisão, jornais, revistas, rádio) como “elementos educativos”. São elementos ou ambientes que contribuem de forma importante para a educação da pessoa, porque fornecem valores, crenças e modelos. Claro que podem ser considerados como fornecendo contra-valores ou valores negativos. A exaltação do consumo, das “estrelas” do mundo do espectáculo em geral (que agora abarca os desportos, para além do mundo televisivo ou do cinema) não deixa de ser “educação”, ou “deseducação”. Mas tudo isto é conhecido.





Ariana Cosme e Rui Trindade - PÁGINA 187

Num das suas últimas alocuções públicas, a ex-ministra da Educação sentiu-se compelida a referir que deixava, como seu legado, melhores escolas e mais alunos nas escolas. Uma frase que teria tudo para ficar para a História se a necessidade de trilhar outros caminhos no domínio em causa não nos aconselhasse a esquecê-la o mais rapidamente que soubermos e pudermos.





Henrique Vaz - PÁGINA 187

Ensaia-se aqui uma breve apresentação do “Learning by Design” (Kalantzis & Cope, 2005), dispositivo de trabalho pedagógico assente em correntes teóricas tributárias, muito particularmente da educação de adultos.





André Escórcio - PÁGINA 187

Percorre-me uma crescente e desconfortável sensação de que a Região da Madeira parte, em movimento acelerado, para tempos de caos. Não se trata de uma pouco cuidada observação ao comportamento dos actores e da história que corre nesta tela da vida colectiva, mas sim de sinais preocupantes, consequência da ligeireza governativa, das características que emanam do discurso político acompanhado ao som da ópera (obra) do malandro.





Carlos Cardoso - PÁGINA 187

As Escolas Superiores de Educação foram criadas com a finalidade exclusiva de realizarem formação de professores. E essa exclusividade manteve-se, na grande maioria das ESEs, até ao início dos anos 2000, tempo suficiente para consolidar culturas institucionais enformadas pela matriz e vocação originais. Hoje, as ESEs realizam outras formações e nenhuma desenvolve a sua acção predominantemente centrada na formação inicial de professores e educadores (FIPE).





Jaime Carvalho e Silva - PÁGINA 187

Muitos analistas apresentam os países asiáticos como exemplo a seguir no que diz respeito ao ensino da Matemática, apontando os sistemas educativos do Japão, da Coreia do Sul ou de Singapura como sistemas merecedores de particular atenção.





Rui Namorado Rosa - PÁGINA 187

Tem sido notícia assídua, nos últimos anos, a descoberta de planetas extra-solares, isto é, que revolvem em torno de outras estrelas da Via Láctea. 





Paulo Teixeira de Sousa - PÁGINA 187

François Truffaut disse algures que a Nouvelle Vague começou graças a Jacques Rivette. Por outro lado, o escritor David Thornton disse que ele era “o mais importante realizador dos últimos trinsta e cinco anos”. Mas, infelizmente, os filmes do “crítico - tornado – realizador” não são tão conhecidos como os  de Truffaut, Jean-Luc Godard, Chabrol ou Eric Rohmer, seus colegas nos Cahiers du Cinéma.





José Rafael Tormenta - PÁGINA 187

“Bruxelas, 14 Out (Lusa) - Portugal é o país da União Europeia que mais horas dedica à educação artística no primeiro ciclo do ensino básico, revela um estudo apresentado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia”.





Luís Souta - PÁGINA 187

– Se for para mim, diga que não estou. – é a frase habitual do Prof. S. sempre que um telemóvel toca na aula, mostrando o seu desagrado através de uma ironia benigna. O autocolante de proibição dos TOV’s1, afixado nos placares de todas as salas, não impediu a proliferação dos telemóveis também nos espaços pedagógicos (a massividade deste fenómeno só é ultrapassada pelo uso do socrático-magalhães no 1º ciclo: a cada um o seu computador).





Susana Alves de Paiva - PÁGINA 187

Em Julho fomos bombardeados com as conclusões da avaliação externa da Iniciativa Novas Oportunidades (INO). [...] A apresentação da notícia na televisão, não me deixou indiferente: “a Iniciativa Novas Oportunidades não trouxe ganhos em termos laborais. Apenas contribuiu para o aumento da auto-estima dos adultos certificados”...





Raúl Iturra - PÁGINA 187

São dois verbos aparentemente contraditórios. O primeiro, parece indicar a actividade de conhecer o que se faz; o segundo, a de colocar na mente de uma pessoa ideias novas. Parecem contraditórios e, no entanto, são actividades que precisam de andar juntas. O aprender está normalmente associado a educação. No entanto, no meu entender, é um acto contínuo ao longo da vida. Pelo que podemos dizer que o conceito está associado a ir adquirindo conhecimento ao longo da vida.





David Rodrigues - PÁGINA 187

A Educação Inclusiva é fundamentalmente uma reforma educacional. Uma reforma educacional que visa modificar a Escola de uma forma bastante profunda: trata-se de promover o sucesso de todos os alunos, de conhecer, respeitar e aproveitar as suas diferenças para criar ambientes mais ricos e mais contextualizados de aprendizagem. É óbvia a magnitude da tarefa. Por vezes até nos perguntamos se essa tarefa é possível…





Xavier Bonal - PÁGINA 187

A pergunta é provocadora, claro, mas não a confrontar corresponde a virar as costas a um problema real como aquele com que se confronta o colectivo docente, especialmente nos países menos desenvolvidos, marcados pela existência de importantes bolsas de pobreza.





José Pacheco - PÁGINA 187

Era ainda moço, mas não esqueço o rosto de Violante. O rosto e o seu trágico silêncio. Aceitou o destino – como costumavam comentar as vizinhas – e esperava o fim, sentada na varanda em frente à minha casa. O marido conhecia o veredicto médico: maternidade significava a morte da mãe e talvez do recém-nascido. Mas tinha imposto a sentença: o varão da família teria de nascer.





Miguel A. Santos Guerra - PÁGINA 187

Este es el llamativo título de un artículo que publicó hace tiempo Phillipe Perrenoud en un periódico suizo. Me alarmé cuando lo leí aunque, conociendo al famoso sociólogo, pensé de inmediato  en el tono incisivo e irónico del aserto.





Luís Vendeirinho - PÁGINA 187

Em termos gerais, será seguro afirmar-se que o paradigma da sociabilização se alterou de modo radical, sobretudo quando nos reportamos à realidade daquele que se convencionou chamar de mundo desenvolvido. Os tempos recentes em que nos libertámos de muitos dos espartilhos morais e ideológicos, também ao compasso do salto que a humanidade deu em termos dos veículos de comunicação e do acesso a bens de conforto, de cultura e de lazer, evoluíram com grande voracidade perante nós que nos confrontamos com a condição de espectadores, em supremacia com a de actores.





Camila Garcia e Plínio Corrêa Júnior - PÁGINA 187

O estudo da antropologia urbana, que segundo Burke “se centra sobre a forma de viver dos camponeses emigrados e as ‘aldeias urbanas’, as comunidades existentes no interior das cidades”, traz à tona identidades políticas e culturais. Essa busca pela antropologia se deve à intensidade com que surgem bairros de identidade específica, com moradores ou freqüentadores de características únicas e similares. Antropólogos e historiadores concordam sobre a importância das relações de parentesco para esclarecer o enredo da urbanização das cidades, uma vez que um dos fenômenos que está na origem dessa urbanização começa pela chegada dos seus próprios moradores, pelo início da expansão populacional: a migração.





Fernando Guimarães - PÁGINA 187

O papel determinante do manual escolar e o seu maior ou menor contributo na didáctica constituem uma fonte de investigação sobre e na realidade pedagógica. Esta investigação pode ser organizada pela via directa, ou por uma via de desobstrução, uma vez que há fracções da cultura escolar que não tiveram o manual como objecto e a pedagogização do livro escolar não se efectuou sempre da mesma forma e com igual intensidade na história da educação.





Leonel Cosme - PÁGINA 187

Atentos às reflexões que o conhecido filósofo José Gil vem fazendo sobre algumas manifestações identitárias (objectivas e subjectivas) dos portugueses, detemo-nos especialmente sobre os seus livros “Portugal Hoje: o Medo de Existir” (2004) e “Em Busca da Identidade: o desnorte” (2009), destacando uma ponderação contida no segundo livro.





Renato Soeiro - PÁGINA 187

Em época de especiais dificuldades económicas, é ainda mais chocante a autêntica extorsão a que são submetidas, no início de cada ano lectivo, as famílias que têm crianças a estudar. Por isso, são de saudar todas as diferentes iniciativas que permitem que os manuais escolares sejam fornecidos gratuitamente a alguns estudantes do ensino obrigatório mais carenciados.





Luís Ricardo - PÁGINA 187

Um tipo de linguagem “suave” pode ter eficácia de um determinado professor para um determinado aluno, mas ser desastrosa se for usada por outro professor com esse mesmo aluno numa outra disciplina. Vários factores poderão provar o que acabei de dizer: os traços de personalidade dos intervenientes são diferentes, a área disciplinar é diferente, a relação entre os agentes é diferente, a receptividade à matéria é diferente, a disposição momentânea é diferente...





Teresa - PÁGINA 186

Morno e fresco.
Levanta-se em voo. Calmo, largo, sem sair do chão tão firme.





Manuel Matos - PÁGINA 186

Zé Paulo Serralheiro deixou-nos discretamente, num breve  domingo de manhã, como quem pede desculpa por ter de se retirar mais cedo do que esperava. Não é fácil esquecer aquela figura, onde uma quase imponência  inicial de recorte patriarcal logo se inclinava para quem quer que  dele se aproximasse.





Luís Souta - PÁGINA 186

Sabia-te doente / mas não esperava a tua morte / Julgava-te eterno / porque gente como tu, não morre





Manuel Sérgio - PÁGINA 186

Li, como toda a gente, O nome da rosa de Umberto Eco. A história passa-se na Idade Média e o autor conta-nos como um monge de nome Guilherme de Baskerville, acompanhado do jovem Adso (que só depois de velho narra o que viu) quer descobrir uma morte estranha, numa abadia do norte da Itália. – morte que é a primeira de uma série de sete, que Baskerville interrompe ao desmascarar o culpado.





Raúl Iturra - PÁGINA 186

Convivemos ao longo de 15 anos. Encontramo-nos no Porto, a almoçar na Brasileira. Sabia de mim. Dava aulas de Mestrado no curso de outro desaparecido amigo, Stephan Ronald Stoer, Seteve para mim. Como José Paulo, sempre José Paulo para mim. Trocávamos ideias sobre educação, pedagogia e sindicalismo.





Regina Leite Garcia - PÁGINA 186

Eu o conheci há quase duas dezenas de anos na cidade do México, num Congresso Internacional de Educação promovido pelo Sindicato Internacional de Professores.





José Pacheco - PÁGINA 186

A mensagem do Zé Paulo deixou-me deveras preocupado. Somente o seu entusiasmo me ajudou a esbater o temor de um desenlace: Caro amigo Zé Pacheco, esta doença é mais chata porque ocupa demasiado tempo (consultas, exames, tratamentos, etc). Estou a recuperar bem a mobilidade e já passei da cadeira de rodas para as canadianas. Estou a fazer quimioterapia e as minhas barbas parecem condenadas... Lá se vai o velho visual! No tempo e com a energia disponível já comecei a trabalhar no projecto que tinha para a Revista. Como calculas, conto sempre contigo.





António M.Magalhães - PÁGINA 186

Dizia José Paulo Serralheiro, no editorial da edição de Verão de A Página da Educação, “Razões inesperadas relacionadas com a minha saúde fizeram com que este projecto [o desenvolvimento de um Portal na Internet e a edição de um número da revista no primeiro dia de cada estação] sofresse três meses de atraso.





Ricardo Vieira - PÁGINA 186

Fiquei absolutamente sem forças quando recebi a notícia do falecimento do José Paulo Serralheiro. Tinha decidido tratá-lo assim, há meia dúzia de anos, justamente quando ele me passou a tratar também por tu. Foi uma amizade construída à distância, física, leia-se, mas com uma grande proximidade afectiva.





Isabel Baptista - PÁGINA 186

Não sei se a vida são uma espécie de férias que a morte nos dá, como dizia José Paulo Serralheiro numa das suas últimas mensagens aos colaboradores da revista a «Página da Educação», mas o que sei é que a vida só vale a pena quando é assim assumida, no esforço e no gosto de ser «com e para os outros». Daí a força cívica de instrumentos de apelação democrática como os «abaixo-assinados», por exemplo. Respondendo por um «rosto» e um «nome» próprios, soberano na dupla consciência dos seus deveres e direitos de cidadania, o sujeito inscreve a sua vontade no tempo comum, senhor do seu presente e, nessa qualidade, autor do seu futuro.





Américo Nunes Peres - PÁGINA 186

Hoje, dia 7 de Setembro de 2009, o Zé Paulo foi a enterrar. Demasiado cedo para esta viagem e para perder um amigo. A sua despedida foi dura. Não consegui conter as lágrimas. Só a poesia, as palavras da Teresa, da família e dos amigos me ajudaram a suster a dor e a tristeza. Foi uma cerimónia de compromisso com a família, o sindicato e os amigos.





António Teodoro - PÁGINA 186

Conheci o José Paulo Serralheiro nos idos anos de 1980, quando construíamos, ao mesmo tempo, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e o Sindicato dos Professores do Norte (SPN). Desde o primeiro contacto, percebi que o José Paulo se distinguia entre os dirigentes sindicais. E essa distinção advinha de, pelo menos, duas suas características sempre presentes: a primeira, uma enorme independência e capacidade reflexiva; a segunda, uma visão de ação sindical que não se limitava à defesa corporativa dos interesses profissionais dos professores, mas antes entendia essa defesa como parte de uma luta por uma escola inclusiva, democrática e emancipadora.





Ariana Cosme e Rui Trindade - PÁGINA 186

Até à próxima Página!... Foram estas as últimas palavras que trocamos contigo, Zé Paulo. E aqui estamos, cumprindo o prometido. Aqui estamos por tua causa. Por causa da tua teimosia, do teu sentido de militância criativa que te fazia pressentir caminhos insuspeitos no emaranhado dos dias que se constroem segundo a vontade e o dicionário dos tecnocratas de serviço.





José Paulo Serralheiro - PÁGINA 186

Estão longe os cheiros, os sons, a luz e as cores. As imagens estão difusas. Está longe a África. Está longe a adolescência. Está perto a dor. A amargura de não ter sabido fazer nada.





José Paulo Serralheiro - PÁGINA 186

Numa sala da nossa escola apareceu um vidro, partido. Não é um desses vidros grandes e grossos que certamente custam um dinheirão. Para ser mais rigorosa era um vidrinho de 23x32 cm. Os vidrinhos da nossa escola são assim, com estas medidas e fininhos.





José Rafael Tormenta - PÁGINA 186

Num grande número de Escolas e de Agrupamentos, o(a) antigo(a) Presidente do Conselho Executivo, eventualmente já antes Presidente do Conselho Directivo, foi seleccionado(a) para director(a) e quase não teve opositores. Esta é, antes de tudo, uma grande vitória do modelo de Gestão Democrática. Imbuídos deste antigo espírito, os Conselhos Gerais escolheram as pessoas que tinham feito a sua formação e o seu desenvolvimento profissional segundo aquele paradigma. O respeito pela comunidade escolar, pelo diálogo e pela iniciativa, assim como o sentimento de pertença estavam inscritos no perfil destes candidatos.





José Pacheco - PÁGINA 186

Nos seus Ensaios (de 1580), Montaigne critica os vícios educacionais da sua época: Esforçamo-nos para preencher a memória e deixamos a consciência e o entendimento vazios. Assim como os pássaros vão à procura do grão e o trazem no bico sem o experimento, para serem provados por seus filhotes, assim nossos mestres vão pilhando a ciência dos livros, alojando-a na ponta da língua, tão-somente para vomitá-la e lançá-la ao vento.





Paulo Teixeira de Sousa - PÁGINA 186

O fenómeno é  incontestável. As estreias sucedem-se, uma após outra. Oficialmente, foram as crianças que abriram o caminho, com a animação projectada a 3D criando a necessidade. Mas o porno também deu a sua ajuda clandestina. Assim, os imperativos económicos e as capacidades técnicas tornaram desta vez possível o que já tinha sido tentado várias vezes no passado, sem ter conseguido impor-se. Tal como outras inovações que o precederam, o 3D representa a esperança do cinema de entertainment de esmagar o pequeno ecrã. Todavia, e uma vez mais, esta esperança arrisca-se a ser ilusória, pois as televisões, os computadores e as consolas serão brevemente também a 3D.





João Teixeira Lopes - PÁGINA 186

Perpassa pelas nossas escolas um espectro de permanente heterotopia de crise, porque os agentes estudantis habitam essa mesma crise como um modo de vida. Se, outrora, como refere Foucault, aos indivíduos em estado de crise eram reservados lugares específicos e com uma particular codificação e simbologia, hoje, preferencialmente, serão as escolas a desempenhar tal função.





Domingos Fernandes - PÁGINA 186

Ensinar é questionar, partilhar e criar. É imaginar. Ensinar implica seleccionar tarefas que desafiem as capacidades e a inteligência dos alunos. Para que possam compreender a vida. Para que lhe possam atribuir significado. Para que usufruam da liberdade que o conhecimento proporciona. Para que se possa conhecer e compreender e ser mais livre e mais feliz.





Pascal Paulus - PÁGINA 186

“Confrontamo-nos, entre pares, todos os dias, de maneira aberta, em discussões, às vezes dolorosas, quase sempre desbloqueadoras. Grupos de professores reflectem acerca do seu trabalho, alguns pela primeira vez. Como diz Houssaye, deixaram de ser professores e iniciaram-se como pedagogos”.





André Escórcio - PÁGINA 186

Uma Autonomia, libertadora e responsável, pela qual tantos ao longo da História lutaram, acabou às mãos de novos e sofisticados senhorios que usam e abusam da menoridade do Povo, hoje vítima de uma escola com trinta anos que, pacientemente, o anestesiou, tornando-o incapaz de um grito de indignação.





Manuel Sérgio - PÁGINA 186

Quem sabe ouvir e ver, com tolerância e respeito, muito aprende com o futebol e, portanto, com o Cristiano Ronaldo e o Messi e o Kaká e outros com a mesma profissão. É preciso ouvi-los, não com uma escuta desatenta e hierárquica, mas com a certeza que o diálogo é a essência da vida cívica e eles têm algo para nos contar que nós ainda não ouvimos nem lemos, acerca do futebol e portanto da vida.





David Rodrigues - PÁGINA 186

Tantas vezes ouvimos que “é preciso mudar as atitudes” que até poderíamos pensar que havia umas “técnicas especiais” para mudar atitudes. Seria tempo perdido. As atitudes mudam consequentemente quando a pessoa vive e reflecte sobre experiências que são incompatíveis com as representações que ela tem da realidade.





Leonel Cosme - PÁGINA 186

Pensar uma pátria sem um território de referência identitária faria tão pouco sentido como acreditar que um “despatriado” que reconhece os laços da língua, da família, da cultura e da terra onde nasceu e viveu se considere, sinceramente, liberto da “raiz” por transformação em “cidadão do mundo”.





Angelina Carvalho - PÁGINA 186

Foi nessa altura que dois alunos lhe  abriram a porta e ele passou, sem olhar ninguém, sempre em frente, queixo bem levantado e passos firmes em direcção à sala de professores. Atrás de si ouviu então: “obrigado!”. Por alguns segundos hesitou, ia olhar, dizer obrigado. Mas fiel aos seus princípios seguiu em frente, costas bem direitas, ignorando aquela interpelação... E então ouviu: “obrigado, ó palerma!”





Ariana Cosme e Rui Trindade - PÁGINA 186

Para a esquerda política é inaceitável, do ponto de vista dos princípios, que a Escola se afirme como um espaço de reprodução das desigualdades. Daí a exigência de se desenvolverem projectos de gestão democrática nas escolas e de se construírem colectivos docentes suficientemente solidários para possibilitarem a participação dos professores de forma reflectida e interessada.





Rui Tinoco - PÁGINA 186

Numa época em que a escola ensina às crianças a pesquisar conteúdos na Internet e a trabalhar com as tecnologias da informação, torna-se indispensável reflectir uma série de novas questões – tais como a identidade e a nossa relação virtual com estas ferramentas. Novos conteúdos a explorar em termos de promoção da saúde mental.





Débora Cláudio - PÁGINA 186

Os portugueses comem mal. Apesar dos inúmeros apelos dos nutricionistas, as doenças derivadas da má alimentação continuam a aumentar e a fazer vítimas cada vez mais jovens. O que pode cada um de nós fazer para inverter esta situação?





Ivonaldo Leite - PÁGINA 186

“O que sobrevive é a produção consciente e socialmente significativa do indivíduo. Donde decorre que quanto mais universal for esta produção, mais sobrevive. Quanto mais a vida de alguém é expressiva, mais universal será a sua história singular e a sua biografia. E assim transcende-se o inverno da desesperança”.





Gustavo E. Fischman - PÁGINA 186

Questionar as desigualdades educativas geradas a partir da discriminação de género e de outras formas de identidade é um desafio urgente que se nos coloca, não apenas como educadores/as mas também como cidadãos/ãs.





António Teodoro - PÁGINA 186

À agenda global hegemónica no campo da educação deverá contrapor-se uma outra assente na palavra-chave da coesão social, o que implicará uma preocupação dominante com a equidade, a inclusão educativa e a celebração de boas práticas.





Carmen Lúcia Vidal Pérez e Luciana Pires Alves - PÁGINA 186

Libertar as crianças da infância - reconhecendo a criança no que ela é, agora, não no que ela pode tornar-se implica em trabalhar conceitualmente com uma percepção que não inferiorize suas lógicas e em perceber os seus trajectos de vida.





José Manuel Silva - PÁGINA 186

A liderança é uma arte e uma circunstância. “Um líder não nasce, faz-se”, é uma expressão glosada por muitos autores e quase um lugar-comum. Também não é líder quem quer, mas apenas quem é reconhecido como tal.





José Antonio Caride Goméz - PÁGINA 186

Hace años que los poderes públicos y las organizaciones cívicas parecen asumir las insuficiencias de la denuncia, aceptando que la exclusión es un atentado a la dignidad humana… y, consecuentemente, a una vida en común con pretensiones mínimas de justicia, equidad y libertad. Así se reconoce en el amplios textos internecionales, la urgencia de la acción.





Adalberto Dias de Carvalho - PÁGINA 186

A investigação tornou-se de facto uma prioridade ao mesmo tempo que foi adquirindo uma maior visibilidade e compreensão quanto à sua importância junto do senso comum. Ao mesmo tempo, promoveu-se um conjunto de distorções no seu desenvolvimento institucional que urge corrigir.





Carlos Cardoso - PÁGINA 186

O alargamento temporal da formação para 5 anos, incluindo um mestrado, desafia a exigência e amplia as condições para a realização de formações reflexivamente fundamentadas, em domínios estruturantes das competências docentes.





André Brown - PÁGINA 186

Desde o início da década de 90, atuo como cartunista e professor no Rio de Janeiro. No meu caso, o interesse pela arte do desenho antecedeu à minha formação como pedagogo. Hoje, faço uso das linguagens desenhadas no meu trabalho seja em sala de aula ou na pesquisa em educação. Muito dessa minha vontade de trabalhar com desenho e educação se expressou na experiência cotidiana, durante onze anos, na minha Oficina de Desenho.





Nilda Alves - PÁGINA 186

Sebastião Salgado publicou, com palavras de Cristovam Buarque, um álbum de fotografias chamado “O berço da desigualdade”. As fotografias são de escolas em todo o mundo e trazem-nos os limites materiais das escolas dos pobres com uma força que só, talvez, as imagens em P&B permitam.





Francisco Silva - PÁGINA 186

O socialismo era uma via para o capitalismo, como, por exemplo afirmava Salgado Zenha. Uma convicção que alastrou após a Revolução de Outubro foi a do erro ou, no mínimo, o engano de Karl Marx ao afirmar que as primeiras sociedades onde as revoluções socialistas teriam sucesso seriam aquelas onde o capitalismo já fosse uma realidade madura - foi pouco mais ou menos assim que foram dizendo muitos intelectuais “marxianos”.





José Catarino Soares - PÁGINA 186

É invulgar ouvir um governante declarar publicamente que o governo a que pertence não cuida de uma das riquezas principais do país, nem sequer quando se trata de cumprir uma das “tarefas fundamentais do Estado” (artigo 9° da Constituição), nomeadamente a sua alínea f: “assegurar o ensino e a valorização permanente e promover a difusão internacional da língua portuguesa”.





Maria Fátima Nunes - PÁGINA 186

Não virá longe o dia em que a tela substitua nas escolas o quadro negro, chegando a afirmar-se que uma «bobina de película vale mais do que uma prelecção».





Luís Miguel Brandão Vendeirinho - PÁGINA 186

Os frutos colhidos pela Escola são, em si mesmo, também um estado de espírito de pessoas que se assumem livres e felizes, comprometidas pelo contributo para um mundo mais livre e feliz.





Adelina Silva - PÁGINA 185

Haverá alguma diferença entre as comunidades reais e as comunidades virtuais? O que será que as distingue? À partida, é a tecnologia e o meio envolvido: o computador e o acesso à Internet.





Rui Tinoco - PÁGINA 185

Jogos e actividades em grupo podem contribuir para estimular estilos de vida saudáveis relacionados com o exercício físico, a saúde mental ou a alimentação para a saúde.





Ivonaldo Leite - PÁGINA 185

Ao realçar os escopos de uma ecologia do meio ambiente, das relações sociais e da subjetividade humana, Guattari apreende a questão como totalidade e nomeia como ecosofia a relação entre estas três ecologias.





Edwiges Zaccur - PÁGINA 185

No filme Entre os muros da escola, os alunos tampouco se intimidam diante do poder legitimado. Dessacralizando a estrutura escolar,  eles denunciam incoerências éticas e ridicularizam  práticas pedagógicas desconectas da vida.





Ariana Cosme e Rui Trindade - PÁGINA 185

Ninguém recusa a necessidade de promover mudanças substanciais no quotidiano das nossas escolas. Algumas mudanças podem ser dolorosas. No entanto, a dor, a angústia e a tensão vivida pelos docentes, ao longo destes últimos quatro anos, foi inútil.





Manuel Matos - PÁGINA 185

«O que está por detrás de Bolonha são os problemas dos salários europeus muito elevados, agravados pelo que resta do sistema do Estado/Providência, os quais prejudicam a posição da Europa na nova economia global».





Carlos Cardoso - PÁGINA 185

A recente exigência do grau de mestre – para além de uma licenciatura em educação - para a docência, só pode tornar-se oportuna e útil se a componente de investigação for genuinamente incorporada no 2º ciclo de formação (mestrado).





Paulo Sgarbi - PÁGINA 185

Será que as escolas de tempos idos podem ser qualificadas como melhores que as de hoje? O que as fariam melhores? O que havia nelas que não há nas de hoje...?





Rafael Tormenta - PÁGINA 185

É preciso que a Educação seja encarada de forma transdisciplinar, de forma inclusiva e com metodologias eficazes a desenvolver a partir de opções de fundo que conduzam os jovens por um caminho de crescimento harmónico e cultural que consagre valores universais e direitos individuais.





David Rodrigues - PÁGINA 185

Nas diversas culturas são vários os gestos que nos fazem diminuir perante alguém: rojar-se no chão, dobrar o corpo, fazer uma vénia, pôr-se de joelhos… já a postura oposta mostra sinais de arrogância. Estes dois padrões de comportamento: um de humildade e outro de arrogância originam na Pedagogia atitudes e modelos de actuação muito diferentes.





Betina Astride - PÁGINA 185

A repetição é o acto ou efeito de repetir e repetir é dizer ou realizar de novo, insistir. Já não é a primeira vez que o assunto leitura por aqui surge. Mas quando se trata de temas valiosos nunca é demais voltar a eles.





Joaquim Marques e Rui Pedro Silva - PÁGINA 185

Muitas das crianças e jovens que hoje integram o Sistema Escolar são, literalmente, filhos do insucesso e do abandono (…) questionamos toda uma organização que reduz o tempo de convívio diário entre pais e filhos.





Ricardo Vieira - PÁGINA 185

Cada criança constrói, reconstrói, a seu modo, no jogo, na aprendizagem, na interacção, uma nova dimensão: um terceiro. Não se trata de copiar, de imitar, apenas. Há uma dimensão da autoaprendizagem; da autoformação.





João Paraskeva - PÁGINA 185

Hoje o debate político nos Estados Unidos de alguma forma profundamente refém do mainstream media continua na cerca construída entre ‘republicanos e democratas’. Os meios de comunicação dominantes teimam em reduzir o debate apenas e tão só entre as fobias republicanistas e Obamaianas.





Maria José Araújo - PÁGINA 185

As crianças, no seu papel de alunos, não se questionam e aceitam as regras de um jogo que não foi com elas negociado, pois não o aceitarem pode condicionar as suas vidas e, portanto, o seu “sucesso”.





Jaime Carvalho e Silva - PÁGINA 185

Como lidar com a transição entre o Ensino Básico e o Ensino Secundário? Uma alternativa seria permitir ao aluno seguir uma via a que chamo Via Segura. O aluno iria frequentar disciplinas transformadas em que os conhecimentos em falta fossem leccionados integrados nos conhecimentos previstos nos programas do 10º ano…





Arsélio de Almeida Martins - PÁGINA 185

Quem são os professores? O que fazem os professores que os distingue dos outros profisionais? Quem os emprega como professores, o que espera deles? Pode esperar tudo? Tudo, o que é tudo?





Domingos Fernandes - PÁGINA 185

Aprender e ensinar constituem dois processos que deverão estar no cerne do trabalho que se desenvolve em qualquer escola. (…) O desenvolvimento do currículo, o ensino e a aprendizagem, têm que se centrar no que Michael Young designa por conhecimento poderoso, ou seja, o conhecimento especializado que os professores têm que dominar com segurança.





Angelina Carvalho - PÁGINA 185

O Sr. Primeiro-ministro chegou. A Direcção Regional também. Com toda a comitiva habitual, e um enorme cortejo de comunicação social. Era o primeiro dia de aulas. Mas era também a inauguração das novas instalações da escola. Por isso a excitação de professores e alunos era a dobrar. Era a inauguração com a presença do Sr. Primeiro-ministro. À última hora havia sempre coisas para terminar e decisões a tomar.





Rui Namorado Rosa - PÁGINA 185

A crusta terrestre é já examinada e explorada economicamente em boa parte da sua extensão e espessura, como um novo território ainda objecto de descoberta de novos seres geológicos e de novas riquezas.





Carlos Mota - PÁGINA 185

“Exótico (adjectivo), do Latim exoticu, vem ainda do Grego, exotikós, significando estrangeiro. Em Botânica e Geologia diz-se dos animais ou plantas que não são naturais dos climas para onde foram transportados. Que não é indígena; pode querer também dizer estrangeiro; extravagante, esquisito; estranho; singular; excêntrico.” (1)





Paulo Teixeira de Sousa – PÁGINA 185

Clint Eastwood está de volta, atrás e em frente à câmara, com um filme de extrema violência simbólica e ao mesmo tempo de um humor inesperado. Gran Torino marca um início de ano cinematográfico assinalado por um desfile impressionante de stars americanas nos ecrãs portugueses: Brad Pitt, Mickey Rourke, Tom Cruise, … coincidente com o momento em que outra star americana invade os pequenos ecrãs de todo o mundo, Barack Obama.





Leonel Cosme – PÁGINA 185

Diz o adágio que mais vale prevenir que remediar. Ora, há muito tempo que os portugueses não seguem este adágio. Não previram a morte da galinha dos ovos de oiro, que foi o fim do Império, nem se precaveram contra as consequências da perda da Índia, do Brasil e, por fim, das colónias de África.





Filipe Reis – PÁGINA 185

Tive a minha, mesmo minha, primeira bicicleta com 8 anos. A custo de muitas quedas, esfoladelas e outras dores, aprendi a equilibrar-me numa velha pasteleira, roda 24, grande demais para o meu tamanho, pertença de um rapaz da vizinhança que, a troco de dar trambolhões no meu par de patins, me deixava, de bom grado, experimentar a sua bicicleta.





Júlio Conrado – PÁGINA 185

Bem se esforçaram as editoras em promover alguns nomes desconhecidos, potencialmente capazes de agarrarem o testemunho mas, em boa verdade, faltou sempre um último fôlego…





Manuel António Silva – PÁGINA 185

O que parece importante discutir é o modo como as escolas, concebidas como organizações de facto e também de direito, podem participar no processo de resistência afirmando-se como locais de discussão e de concepção de políticas educativas.





Xavier Úcar – PÁGINA 185

Numerosas investigaciones realizadas han permitido demostrar la correlación existente, en diferentes comunidades, entre un elevado capital social y múltiples resultados de tipo sociopolítico. El trabajo socioeducativo sobre el capital social de nuestras comunidades puede contribuir de forma determinante a poner coto a otras formas relacionales que reducen a lo estrictamente económico la riqueza pluridimensional de las relaciones humanas.





Isabel Baptista – PÁGINA 185

Mais importante do que tentar ser «o melhor do mundo», o melhor professor, o melhor aluno, a melhor escola, é tentar ser «o melhor para o mundo», respondendo com sentido de solidariedade ao outro que, sendo diferente, nos é próximo.





José Antonio Caride Gómez – PÁGINA 185

La Pedagogía Social, no puede ni debe situarse al margen de todas as iniciativas educativas que asuman propósitos emancipatorios, aún en situaciones tan adversas como las que supone educar a personas que están en la condición de prisioneros. Lo dijo de outro modo Antonio Lobo Antunes tomando como título de su relato el breve fragmento de una canción americana: “cualquier luz es mejor que la noche oscura”.





José Pacheco – PÁGINA 185

Na bucólica paisagem, os toscos casebres abrigavam famílias fustigadas pelo abandono de séculos, morava um povo submisso aos desígnios de Deus e dos “coronéis” locais. Poderia faltar o pão, mas sobravam piolhos e preconceitos.





Gisvaldo Bezerra Araújo-Silva – PÁGINA 185

… as relações entre o inglês e prazer, felicidade, êxtase, sofisticação são repetidamente reiteradas nos anúncios e propagandas, nos filmes e séries, nas músicas e revistas.





Miguel Ángel Santos Guerra – PÁGINA 185

Atravessamos uma crise de confiança. Há uma crise económica e mil explicações dela mas nenhuma clara e confiável. Os discursos do poder estão dessintonizados com a realidade. E, no entanto, para sair desta crise é urgente reactivar a confiança.





Manuel Sérgio – PÁGINA 185

O teólogo Padre Mário de Oliveira é uma consciência vigilante, vivendo não só à maneira de Espinosa do “amor intellectualis Dei”, mas também de uma fé que santifica porque nos faz mais solidários e fraternos (a dificuldade da mensagem de Jesus está aqui e não em rezar terços, ou venerar santinhos).





Gustavo Pires – PÁGINA 185

A Europa até pode ter no papel uma estratégia toda pomposa como a de «Lisboa 2000-2010», contudo, falta-lhe prospectiva. Falta-lhe, como diria Gaston Berger, capacidade para ver longe e com amplitude; para analisar em profundidade; para arriscar e; para pensar verdadeiramente nas pessoas.





André Escórcio – PÁGINA 185

… Um sistema que secundariza a educação desportiva escolar, abandonada pelo poder político, sem dinheiro, circunscrita no presente ano lectivo a oito concentrações inter-escolas, enquanto correm, no orçamento regional de 2009, 35,7 milhões de Euros para alimentar o monstro criado em redor da representação regional, no quadro de um desporto ao serviço da política e não de um desporto ao serviço do desenvolvimento (...).





Rui Canário – PÁGINA 185

Até há bem pouco tempo, era-nos dito que as situações de desemprego radicavam, principalmente, nos baixos níveis de “empregabilidade”, susceptíveis de ser eliminados por um maior investimento na educação. Este tipo de discurso constitui uma variante da habitual cantilena dos dirigentes e poderosos que pretendem “defender o nosso bem” e, ao mesmo tempo, nos culpabilizam por não o alcançarmos.





Susan Robertson – PÁGINA 185

Os rankings conferem estatuto, e, por seu turno, o estatuto auxilia a universidade a captar fundos e talentos (...) “Não ajuda muito um estudante que procura um departamento de física saber que a Universidade A é mediana, quando o departamento de física é excelente”.





Roger Dale – PÁGINA 185

Identificar uma nova problemática para a educação para as próximas décadas e formas de a considerar e abordar é um desafio extremamente complexo, cujos parâmetros político, social e económico e âmbito parecem não ser claros para ninguém.





Manuel Pinto – PÁGINA 185

Um aspecto relevante refere-se aos horários dos blocos de programas para a infância… os canais tendem a programar o grosso dos conteúdos direccionados aos mais novos em horários em que eles estão maioritariamente fora de casa…





Felisbela Lopes – PÁGINA 185

A escola, na sua globalidade, não desenvolve destrezas ao nível do discurso oral. Deveria fazê-lo. Somos anestesiados do debate público porque, desde cedo, não somos treinados e motivados para argumentar.





Raquel Goulart Barreto – PÁGINA 185

Importa pensar a abundância dos artefatos tecnológicos nas cenas da educação actual. Não descurar a construção colectiva, no interior da escola, da sua utilização. É que chuvas de Verão são tão intensas quanto rápidas. Será o caso das chuvas de meios tecnológicos nas escolas?





Angelina Carvalho – PÁGINA 173

"Olhe, a senhora veja só, eu já estava cheia de os ouvir falar do têpêcê, têpêcê para aqui, têpêcê para acoli até perceber que eram os deveres. Depois, a falarem das disciplinas ninguém se entende. Eles lá escreveram umas letras nos horários – que eu quis ficar com uma cópia dos horários em casa, para estar sempre sobre o acontecimento – e também não percebi o que era apê, ecê, e eles lá me explicaram que era área de projecto e educação cívica mas eu não sei o que isso é mas pelo menos fiquei a saber o nome. Para vir aqui falar com a senhora disseram-me que estava no papel que levavam da dêtê e só depois é que percebi que era a directora de turma."





Alfredo Gomes Dias – PÁGINA 173

Macau, 1749. Fevereiro conheceu o desaparecimento de duas mulheres: uma, filha da terra; outra, filha de Timor e da servidão. O abismo social que as separava não impediu que partilhassem a aventura de uma viagem quase sem regresso, deixando-lhes o sabor amargo da traição e da violência. No centro da história está um chinês de nome Pação, por alguns rotulado de “velhaco” e talvez o autor dum crime que não ficou escondido; para outros, era vítima da intriga das duas mulheres que com ele partiram de livre vontade.





Serafim Ferreira – PÁGINA 173

Mestre dos mestres maiores da literatura portuguesa da primeira metade do século vinte, Aquilino Ribeiro (1885-1963) repousa para sempre no Panteão Nacional, por ser uma excelsa glória da criação literária portuguesa de todos os tempos e depois de terem passado mais de quarenta anos sobre a sua morte física.





Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – PÁGINA 173

É inegável que ações afirmativas, na sociedade brasileira, é hoje tema contundente, polêmico e difícil de ser evitado. A população, em todos os seus segmentos, se vê desafiada por debates que põem em questão a sempre anunciada e raramente proporcionada educação para todos. Os excluídos de um projeto de sociedade que se concebe monocultural, meritocrática, seletiva, exigem, com veemência, não iguais direitos, pois isto a Constituição Nacional assim determina, mas distintos meios para que possam efetivamente valer-se tanto dos direitos, como exercer os decorrentes deveres de por eles lutar e de exigir que todos indistintamente deles usufruam.





Leonel Cosme – PÁGINA 173

Quaisquer que sejam os resultados práticos (se os houver) da Cimeira com a África, aprazada para o próximo mês de Dezembro, que Portugal inscreveu, a seguir à do Brasil, no programa da sua presidência da União Europeia, um mérito se reconhecerá na acção do Governo português: ter interrompido a pecha histórica, que depois dos Descobrimentos perseguiu os portugueses, de andarem no trilho dos outros.





Raúl Iturra – PÁGINA 173

A festa tem passado a ser uma reunião familiar, com presentes combinados com rituais feitos à maneira de cada País. Normalmente em Portugal, há a denominada consoada e, a seguir, uma Missa de Meia-noite ou de 25 pela manhã. Vós, em Nederlands, ou Holanda como é também denominada, tendes duas festas: a Calvinista e Luterana de São Nicolau, bem como a Católica dos Romanos, em datas diferentes e rituais diferentes, dentro do mesmo mês. Porque em casa, não apenas a vossa, como em muitas, há os que comemoram a festa e há os que fazem da mesma, um ritual.





Carlos Mota – PÁGINA 173

Manuel Rambóia não sabia o que fazer da vida. O padre Antonio Ordoñez, antes de o ser, fora um reputado crítico de arte espanhol. (Pelo menos tinha nome disso). O próprio Rambóia, quando se deslocava de Castro Marim a Espanha, ia dizendo em todos os lugares que era crítico de arte. Acrescentava inúmeras considerações sobre como entender os livros de Eça, Serpa Pinto, Alexandre Herculano, Unamuno, Ortega ou Stephan Jay Gould. Apreciava especialmente “O Polegar do Panda”, dizia.





Fátima Antunes – PÁGINA 173

Há cerca de dez anos, a Comissária Édith Cresson esboçou o programa para uma das primeiras figurações do espaço educativo europeu. Aí, a formação ao longo da vida aparecia equacionada como uma política preocupada com a coesão social em que o laço social era um desígnio largamente sublinhado.





Francisco Silva – PÁGINA 173

O quinquagésimo aniversário do lançamento pela União Soviética do Sputnik 1 ocorreu no passado dia 4 de Outubro do corrente ano de 2007. Ocorreu numa altura em que foi difundida pela comunicação social, nomeadamente através da televisão, uma reportagem sobre a preparação do empreendimento da ida do Homem ao planeta Marte, uma reportagem que mostrava umas instalações num edifício em Moscovo, onde um grupo de astronautas se prepara para tal tarefa.





Rui Tinoco – PÁGINA 173

Vivemos numa sociedade que, cada vez mais, dá visibilidade às grandes estrelas mediáticas, quer sejam elas jogadores de futebol, lutadores de wrestling ou actores de cinema... Por múltiplas razões, imensos dispositivos promocionais tornam omnipresentes raríssimas personagens. Como é fácil depreender, nem sempre pelos melhores motivos essas figuras se tornam conhecidas e surgem com regularidade em televisões ou jornais...





Betina Astride – PÁGINA 173

A sociedade contemporânea dá razão a Aristóteles: pensar e aprender e aprender e pensar são acções tipo bola de neve que enriquecem o quotidiano individual e, consequentemente, o colectivo. Esta realidade já é conhecida por muitos: uns por iniciativa própria, outros por seguirem sugestões de novas oportunidades. E, de oportunidade em oportunidade, cada um poderá contribuir para uma sociedade mais conhecedora e mais alegre, independentemente da idade que tenha.





José da Silva Ribeiro – PÁGINA 173

Todos nós, e nossos estudantes também, ao iniciar os estudos de qualquer matéria, fazemos uma pesquisa na Internet. Este meio tornou-se uma base documental de dados indispensável ao estudo em qualquer área científica, independentemente dos métodos a utilizar. A informação disponível contempla uma grande diversidade de abordagem dos temas / assuntos tratados, autores, bibliografia, filmes, iniciativas (colóquios, conferências, exposições, congressos), instituições, grupos de discussão, outros investigadores interessados na mesma problemática, interlocutores e uma infinidade de outras informações que poderemos listar a partir de uma consulta temática da Internet.





Dirceu Castilho Pacheco – PÁGINA 173

A fotografia não nega a possibilidade! Um grupo de alunos e alunas então adolescentes, junto com o professor de História, circula pelas ruas do centro histórico do Rio de Janeiro, no feriado de 1º de maio de 1992, numa atividade curricular extra-classe, (re)descobrindo múltiplos espaçostempos (Alves, 1999) – passadospresentes de sua cidade.





Karla Berbat Netto – PÁGINA 173

Foi a partir da pergunta que percebi o quanto prolixa era aquela situação. Percebiam claramente como se constitui a lógica da escola e como se constitui a lógica do poder. Deveriam estar se sentindo ameaçados e chegando a conclusão de que qualquer um pode ser retirado daqui e levado para outra sala, sem maiores argumentações.





Adalberto Dias de Carvalho – PÁGINA 173

Se para Pascal a solidão era “um caminho longo e doloroso”, já Flaubert tinha-a como um “verdadeiro prazer”. Aquele via nela uma via para a beatitude; este olhava-a como um meio para a criação. Mas a solidão, quando ligada à depressão psicológica e/ou social, torna-se um drama existencial, uma ameaça que sufoca o futuro e dilacera o presente, revela-se como uma “fadiga de ser si mesmo”. A solidão não é necessariamente o mesmo que estar só, a solidão é antes de mais sentir-se só.





Paulo Teixeira de Sousa – PÁGINA 173

Tudo começa com uma cara triste. A de Josie, chinesa deslocada em Twin Peaks, maquilhando-se de manhã. Uma mulher ao espelho abre uma série que se fechará sobre a face terrífica de Dale Cooper e do seu duplo no vidro de um quarto de banho. Josie volta-se sem razão aparente para nós, como Cooper se voltará para nós rindo.





Pablo Montero Souto – PÁGINA 173

Ninguna o casi ninguna de las actuaciones de gobierno que se sucedan en los próximos años podrán eludir lo contenido en los avances científicos y tecnológicos que se producen a nivel global. Se trata de una evidencia meridiana, en buena medida, porque la gestión de las complejidades que afectan el curso de la vida requiere, cada vez más, de todas cuantas contribuciones puedan realizar los saberes, en beneficio del desarrollo humano y social.





João Teixeira Lopes – PÁGINA 173

A sala de aula não é um microcosmos da sociedade global, apesar de nela se expressarem algumas das suas tendências e configurações mais pesadas. Desde logo, porque há tempos, ritmos e rituais que só o cenário de interacção que é a sala de aula pode suscitar. A comunicação em sala de aula possui, pois, uma autonomia relativa, que a dissocia de outros quadros.





Maura Mendes – PÁGINA 173

Invocando o conceito de educação criadora, explorado sumariamente em artigo anterior, enquanto processo complexo que envolve diferentes contextos sócio-culturais e abrange uma multiplicidade de acontecimentos que ajudam a formar o indivíduo, podemos afirmar que nos primórdios do século XXI, mais do que nunca, as questões ligadas à educação dizem respeito, e despertam o interesse, a um cada vez maior número de pessoas e instituições. Para tal, torna-se fundamental que “tenhamos em conta o conceito alargado de Educação





Luzia Lima-Rodrigues – PÁGINA 173

Se é verdade que a Educação tem passado por amplas e rápidas alterações, também é verdade que o papel do professor se tornou muito mais complexo do que pensávamos tempos atrás, quando acreditávamos que o conhecimento se fazia por acúmulo de informações, que a melhor forma de ensinar era por transmissão e que os alunos com alguma condição de deficiência eram mais bem ensinados fora da escola regular.





Ariana Cosme e Rui Trindade – PÁGINA 173

É possível desenhar uma proposta de avaliação de desempenho alternativa àquela que o Ministério da Educação (ME) formulou? Cremos que essa proposta não só é possível, como, mais do que isso, é necessária. É necessária, em primeiro lugar, para que os nossos jardins-de-infância e as nossas escolas se assumam como contextos educativos o mais congruentes possível com os valores próprios e as finalidades de uma sociedade democrática.





José Rafael Tormenta – PÁGINA 173

A Mãe havia de sair de casa pelas cinco e meia da manhã com umas galochas num saquito de plástico, para apanhar o primeiro trolley que deslizasse por Gaia abaixo, sorrisse do alto da ponte D. Luís às luzes enevoadas da Ribeira e acabasse um bocadito imóvel na paragem da Praça da Batalha, à espera que um último passageiro começasse a acordar de novo.





Manuel António Silva – PÁGINA 173

O que se passa no campo da educação, apesar da retórica oficial centrada no aumento da qualidade e da eficácia (traduzidos na diminuição das despesas com pessoal e no aumento da frequência e do sucesso da educação secundária por via, sobretudo, do programa designado por Novas Oportunidades), comprova o que afirmámos: o medo e a insegurança em todos os níveis de educação estão instalados; a sustentabilidade das universidades está claramente posta em causa; a autonomia das escolas e dos seus profissionais saltou da agenda política.





Carlos Cardoso – PÁGINA 173

Os estudantes que este ano iniciaram cursos de formação inicial de educadores e professores, inauguraram uma nova fase na história da formação e desempenho docente em Portugal. São os primeiros sujeitos de uma profunda mudança no enquadramento legal e estrutural nesse domínio com implicações significativas nas condições de realização da sua formação e, no futuro, da sua certificação e desempenho profissionais.





Marisa Vorraber Costa – PÁGINA 173

São cada vez mais numerosos os analistas da contemporaneidade que nos alertam para o caráter central do consumo nas sociedades do presente. Pensadores renomados como Fredric Jameson e Zygmunt Bauman, e também os latino-americanos Garcia-Canclini e Beatriz Sarlo, para citar apenas alguns, consideram o consumo como o mais poderoso marcador identitário da pós-modernidade. Segundo eles, na vida organizada em torno do consumo, as pessoas são vistas primariamente como consumidoras e não como produtoras.





Marco Rosa - PÁGINA ONLINE

A presente reflexão assume-se no ser e no sentir do professorado no momento atual, marcado por um forte ataque às referências identitárias da classe, assente, por isso, em tópicos que marcam aproximações possíveis à construção social e histórica do ofício docente e que culmina num conjunto de inquietações e desafios que se lhe colocam como imperativos de uma mudança que, toda ela, terá que se assumir como eixo central da tomada do destino nas mãos de um novo profissionalismo, congruente com valores impregnados de humanismo e progresso.





Raúl Iturra - PÁGINA ONLINE

O povo sofre com ou sem ditador. Porque há um que ninguém refere: o capital, essa forma de trabalho que subordina os pobres, ao poder dos financistas e proprietários de terra e de indústrias. Como Champalimaud e Azevedo, ou Heredias e van Udem, os Espírito Santo, nome conveniente, porque o saber da banca está com eles por inspiração divina… ou os Costa, família de músicos aprendida desde o avô Luís Costa. A música e a interpretação dão regalias da qual o povo carece, até edifícios de música, nomeado em honra da melhor pianista portuguesa, Helena de Sá e Costa, e a sua irmã, a violoncelista Dona Madalena.





MARISA VORRABER COSTA - PÁGINA ONLINE

Afirmar que algo é real, hiper-real, surreal, virtual, irreal é hoje foco de acirradas controvérsias. As fronteiras entre ficção e realidade estão esmaecidas, tornando-se cada vez mais difícil garantir à linguagem um referente inequívoco. A linguagem constrói a realidade, argumentam os teóricos da virada lingüística. Os discursos inventam as verdades, nos alertou Michel Foucault.





ROLANDO F. SILVA - PÁGINA ONLINE

Tocaram as trombetas (ou seria uma espécie de novas vuvuzelas?), estralejaram no ar foguetes, houve retórica parlamentar abundante... Imaginem que, no meio deste “verdadeiro” e beethoveniano hino à alegria (sobre o “triunfo” das políticas educativas em Portugal) até houve, por parte da Ministra da Educação, elogios aos Professores e Educadores, para intervalar com a “castanhada” do costume em cima dos “agentes de ensino”… Mas, afinal, o que é que está por detrás (como se fosse invisível) de mais esta enorme cortina de fumo e deste dantesco e oco cenário de “paraíso” educacional?





João Ruivo - PÁGINA ONLINE

O que eles não sabem nem sonham é que os professores têm dentro de si a força regeneradora do saber, da cultura e da utopia social. Modelando sabiamente os seus alunos, são os construtores de futuros. Dentro e fora da escola querem partilhar a discussão do amanhã, porque aprenderam que ter, é ceder e partilhar.





Maria José Araújo - PÁGINA ONLINE

Este ritual é para muitas crianças, sobretudo para as mais pequenas, tudo o que elas conhecem como próprio do acto de estudar. De facto, ao confundir-se estudar com este tipo de “trabalhos de casa”, estamos a afastar a hipótese das crianças se familiarizarem com o interesse pelo conhecimento satisfazendo a sua curiosidade natural através da pesquisa.





Manuel Reis - PÁGINA ONLINE

A definição moderna de Christian Wolff (na esteira de Leibniz), bem vistas as coisas, é convergente com esta: “ A Filosofia é a ciência de todas as coisas possíveis; e ela ensina como e por quê elas são possíveis” (1712). Esta definição é mais explícita e desenvolvida do que a que o próprio Autor veio a adoptar, na sua obra ‘Logica latina’, em 1728: ‘Philosophia est scientia possibilium, quatenus esse possunt’.





RAUL GUERREIRO - PÁGINA ONLINE

A OEI – Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, Ciência e Cultura publicou uma investigação acerca de meios electrónicos na educação, tal como o laptop "Magalhães" que está actualmente em distribuição pelas escolas do país. O texto foi agora distribuído entre os deputados coordenadores dos seis grupos parlamentares e os deputados não-inscritos que integram a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.


  
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