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Opinião


Manter a unidade e a resistência face às forças manipuladoras vigentes assume-se como resposta fundamental às tentativas de perpetuação da ideologia dominante. [texto de opinião]





Um estudo revela que os estudantes de Engenharia, Tecnologias, Arquitetura e Artes são os que pensam mais em sair de Portugal, tendo países da Europa e da América do Sul como destinos preferenciais. O inquérito foi realizado, entre maio e junho, a 1.751 alunos das universidades de Aveiro, Coimbra, Évora, Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Católica e Portucalense e dos institutos politécnicos de Coimbra e Viseu.









Afirmar que algo é real, hiper-real, surreal, virtual, irreal é hoje foco de acirradas controvérsias. As fronteiras entre ficção e realidade estão esmaecidas, tornando-se cada vez mais difícil garantir à linguagem um referente inequívoco. A linguagem constrói a realidade, argumentam os teóricos da virada lingüística. Os discursos inventam as verdades, nos alertou Michel Foucault. Debates filosóficos à parte, alguns analistas culturais da atualidade têm trazido à discussão o fato de nossas experiências mais significativas hoje estarem sendo crescentemente mediadas pelas tecnologias. Quer dizer, recolhemos nosso “senso do mundo”, nosso sentido de realidade, mediante instrumentos óticos e veículos de informação que constroem para nós um universo bem mais “completo” do que as “antigas” e supostamente “indiscutíveis” experiências “reais”, “ao vivo”, podiam oferecer.

Fotografia: Joana Rodrigues





Tocaram as trombetas (ou seria uma espécie de novas vuvuzelas?), estralejaram no ar foguetes, houve retórica parlamentar abundante... Imaginem que, no meio deste “verdadeiro” e beethoveniano hino à alegria (sobre o “triunfo” das políticas educativas em Portugal) até houve, por parte da Ministra da Educação, elogios aos Professores e Educadores, para intervalar com a “castanhada” do costume em cima dos “agentes de ensino”… Mas, afinal, o que é que está por detrás (como se fosse invisível) de mais esta enorme cortina de fumo e deste dantesco e oco cenário de “paraíso” educacional?





João Ruivo













  
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