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A Velha (I)Literacia na Era da Informação

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Um quarto dos adultos de 20 países industrializados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) não possui as competências de leitura, escrita e cálculo para fazer face às exigências diárias da vida actual, transformada pelas novas tecnologias e pela internet, estima a própria OCDE num relatório divulgado recentemente. "Os países industrializados enfrentam um problema que deve ser resolvido com a maior urgência", referiu a este propósito John Martin, responsável pelo sector educativo da OCDE.
A literacia, de acordo com o conceito definido pela organização, é entendida como "aptidão de compreender e utilizar informação escrita na vida quotidiana, em casa, no trabalho e em sociedade, com vista a atingir objectivos pessoais e alargar conhecimentos e capacidades". Enfim, saber ler, escrever e contar, compreendo o que se faz e utilizando esses conhecimentos na vida diária.
Assim, segundo a OCDE, em 14 dos 20 países analisados, entre os quais a Austrália, o Canadá, os Estados Unidos, a Nova Zelândia e o Reino Unido, pelo menos 15% dos adultos não possuem mesmo capacidade de leitura e de escrita elementares, factor que explica "a dificuldade de se adaptarem às crescentes exigências da era da informação".
A Suécia, seguida pela Finlândia, Noruega e Holanda, são os quatro países onde a o grau de literacia entre os 16 e os 65 anos é a mais elevada. No escalão mais baixo situa-se Portugal, acompanhado pelo Chile, Polónia e Eslovénia.
Mesmo na Suécia - país conhecido pelo seu alto índice de desenvolvimento humano - cerca de 8% dos adultos "enfrentam um deficit de literacia", indica o relatório, que sublinha o facto de a globalização e do aparecimento de uma economia baseada no saber exigem níveis de educação mais elevados de forma a satisfazer as exigências do mercado de trabalho. O documento indica igualmente que "o desemprego é duas vezes superior entre os adultos com classificações escolares mais baixas do que entre aqueles que melhor se classificaram".

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Edição:

N.º 93
Ano 9, Julho 2000

Autoria:

AFP
Agence France-Presse
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