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A Comunicação Verbal

As pessoas comunicam de diversas formas ou tipos, mas a comunicação verbal oral, é a mais comum e refere-se à emissão de palavras e sons que usamos para nos comunicar, tais como dar instruções, entrevistar ou informar, já a comunicação verbal escrita é o registo de observações, como pensamentos, interrogações, informações e sentimentos.
Apesar dos grandes avanços tecnológicos, a palavra continua a ser um dos meios de comunicação mais eficazes que existem.
Saber comunicar é uma arte, devemos então, aprecia-la, mas não só, também devemos potenciá-la, porque está será sem dúvida, uma boa condição para o sucesso.
É importante o que se diz numa comunicação, mas mais relevante é a forma como se diz, por isso é tão essencial a letra como a música e é na conjugação destas duas que surge um bom comunicador.
Então, comunicação verbal é toda a comunicação que utiliza palavras ou signos. Através da comunicação verbal, simbólica e abstracta, que se faz por palavras, palavras estas, faladas ou escritas, o homem compreende e domina o mundo que o rodeia e entende, assim, os outros. A linguagem verbal possibilita a memorização de mensagens, vencendo assim as barreiras do tempo. Os sinais escritos substituem os signos vocais expressos nas palavras, a escrita é a representação dos sons articulados na fala, em forma de sinais gráficos, uma transformação da língua natural num código. Língua é um sistema de comunicação verbal herdado, aprendido e partilhado pelos integrantes de uma mesma comunidade. Através da comunicação verbal oral, os indivíduos de um mesmo grupo linguístico criam diversas representações do mundo, interagem, comunicam, trocam experiências e procuram soluções para seus problemas.
De um modo geral, as pessoas evitam falar em público, isto por um conjunto de razões, como constrangimento, com medo de confrontar a audiência, medo de não saber responder a alguma pergunta, receio de parecer risível ou de dizer asneiras, entre muitas outras, contudo, elas apenas servem para esconder a única e real razão, ou seja, uma falta de treino ou de familiaridade com a comunicação verbal. É perfeitamente normal que algumas pessoas ostentem uma maior naturalidade do que outras. A diferença, contudo, reside apenas no quanto uns se conseguem exsolver dos falsos e infundados receios e concentrar-se precisamente na comunicação, então, o importante é ser o mais natural possível e não procurar parecer natural. Jerry Seinfeld refere que, de acordo com a maioria dos estudos, o primeiro medo das pessoas é falar em público; o segundo é a morte, então, a maioria das pessoas que tem que ir a um funeral, prefere estar no caixão a fazer o discurso de despedida.
A habilidade de expressar as boas ideias, também é um elemento fundamental. A comunicação verbal interpessoal ou entre pequenos grupos, pode servir como uma importante preparação para falar em público, em ambientes mais formais ou diante de grandes audiências, como por exemplo, num congresso.
É muito importante cuidar a nossa comunicação verbal oral, devemos pois, tratar da nossa vocalização, entoação e o nosso timbre.
As conversações não presenciais então muito na moda, desde o aparecimento do telemóvel e da Internet, surgiram novas formas de linguagem, ou formas de se expressar e que já possuem as suas próprias expressões. As palavras, neste tipo de conversações, têm um papel muito relevante por duas razões que são fundamentais: por um lado não vemos o nosso interlocutor e, por outro, as palavras e certas expressões podem ter significados distintos, senão vejamos, no Brasil, a palavra banheiro é o que se chama à casa de banho; em algumas zonas de Portugal, banheiro é o salva-vidas; Smoking, no Brasil, significa traje de gala semelhante ao terno, em inglês, smoking tem o sentido relacionado com a acção de fumar, cachorro no Brasil significa cão adulto em Portugal associamos ao cachorro quente. Numa conversação verbal também devemos ter em conta os regionalismos, a pessoa que faz a rede de águas e saneamento é chamada, desde o sul até o centro-norte de canalizador, já no norte do país, incluindo a cidade do Porto, é chamado de picheleiro, no norte chama-se aguça ao que no sul se chama de afia; saraiva no norte, granizo no sul; cinbalino no Porto, bica em Lisboa; pingo no norte, garoto no sul; trengo no Porto, desajeitado em Lisboa; meia-hora no Porto, meio-dia em Lisboa; carapins no Porto, sapatinhos em Lisboa; cruzeta no Porto, cabide em Lisboa; bizalho, termo utilizado na Madeira para designar uma galinha, entre muitas outras.
A expressão verbal deve ser trabalhada diariamente, de forma a aumentarmos o nosso repertório linguístico, um bom comunicador é aquele que consegue transmitir a sua mensagem, para isso ele tem de conhecer rigorosamente a quem se destina a mensagem.
A comunicação começa em nos próprios mas é na mente da outra pessoa que ela é efectuada, o que importa não é apenas o que é dito, mas o que a outra pessoa entende do que foi dito.
Não podemos esquecer que comunicar não é só falar por palavras, os gestos, as expressões faciais, o olhar, o sorriso, tudo comunica, mesmo sem querermos, mesmo sem falarmos, nós estamos a comunicar.


  
Ficha do Artigo
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Edição:

N.º 156
Ano 15, Maio 2006

Autoria:

Gui Duarte Meira Pestana
Coordenador e Docente do Curso de Motricidade Humana Instituto Piaget, ISEIT - Mirandela
Gui Duarte Meira Pestana
Coordenador e Docente do Curso de Motricidade Humana Instituto Piaget, ISEIT - Mirandela

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