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Inquérito

Pergunta

O número de cursos existente nas universidades portuguesas
corresponderá à realidade do país e à procura existente?

 

Respostas


Ana valente,
22 anos,
estudante de Arquitectura

"Parece-me que se "inventam" cursos para tudo e isso não corresponde à realidade da procura. Se calhar quer dar-se uma imagem do país que não é real, criando-se novas especialidades que em Portugal não são necessárias. Não é de admirar que esta situação venha a gerar desemprego no futuro".


Sandra Figueiredo,
19 anos,
estudante de Arquitectura

"Existem demasiados cursos para o nível de procura actual. Se calhar justificava-se mais alargar o número de vagas para os cursos mais procurados do que propriamente estar a homologar novos. E isso era fácil de fazer: bastava uma estimativa do número de admissões e do número de alunos que ficam de fora todos os anos. Há casos flagrantes, como medicina e arquitectura".


João Santos,
22 anos,
estudante de Engenharia

"Não conheço em concreto a realidade nacional para dar uma opinião fundamentada, mas têm aparecido novos cursos nos últimos anos que provavelmente não terão muita viabilidade. Admito que muitas profissões têm evoluído na procura, mas se os cursos têm ou não correspondência directa com ela, isso não sei".


Manuel Azevedo,
32 anos,
estudante de Física

"Em princípio acho que não, porque os cursos são muito específicos. Considero que faria mais sentido alargar a sua abrangência, criando cursos mais generalizados, e deixar a especificidade para as pós-graduações. De contrário, daqui a quatro anos teremos pelo menos 20% dos estudantes no desemprego ou a exercer profissões para as quais não estão vocacionados. Ou então escolhem a docência, e teremos professores péssimos como agora acontece".


Natália Pinto,
24 anos,
estudante de Química

"Acho que há cursos a mais, tanto nas universidades públicas como nas privadas. Cursos com diferentes designações, mas que muitas vezes correspondem ao mesmo tipo de formação. É fundamental saber se eles correspondem à procura do mercado de emprego e isso está ainda por fazer. É isso que mais me preocupa. Dentro de dez anos provavelmente iremos ter empregadas de limpeza a perceber muito de química...".


Ricardo Silva,
22 anos,
estudante de Letras

"O principal problema é existir uma grande assimetria entre os diferentes cursos oferecidos pelas universidades portuguesas. Há uma grande procura em medicina, por exemplo, enquanto noutras áreas a procura é muito escassa. E esses cursos, apesar de terem pouca procura, são igualmente necessários. Provavelmente num futuro próximo irá haver um grande número de diplomados no desemprego, exactamente por as pessoas procurarem as mesmas áreas de formação".