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As Mira Galerias, no Porto, apresentam um conjunto de três exposições que, entre abril e junho, propõem uma reflexão sobre criação artística contemporânea, memória, corpo e imagem. Este ciclo expositivo, que reúne artistas de diferentes gerações e geografias, articula práticas diversas – da fotografia à cerâmica, da pintura à instalação – num diálogo sensível entre experiência, território e linguagem.
‘Crepúsculo Moçambicano’ é a exposição que vai estar patente no Espaço Mira e que está integrada nas comemorações do 90.º aniversário de Malangatana Valente Ngwenya (1936–2011). A mostra tem curadoria de Lurdes Macedo e Manuel Santos Maia, e design de Carla Cadete, e propõe uma revisitação da obra e do legado de Malangatana Valente Ngwenya.
O Mira Forum vai acolher a exposição ‘A Fotografia Fantasma’, da autoria de Nuno Félix da Costa. A mostra, que tem curadoria de Manuela Matos Monteiro, apresenta um conjunto de obras que expandem a fotografia para territórios híbridos entre imagem, pintura e matéria. Partindo de imagens fotográficas, o artista constrói composições onde acrescenta camadas materiais e simbólicas, evocando presenças que oscilam entre o literário, o psicológico e o físico.
‘Onde o corpo escuta a matéria – Registos de um corpo em trabalho’ é a exposição de Sofia Beça, que apresenta um conjunto de obras desenvolvidas a partir de três residências artísticas na China (Shangyu, Jingdezhen e Yixing, 2024–2025). Através de escultura cerâmica, fotografia, vídeo e som, a artista constrói um campo de experimentação onde corpo, território e matéria se interligam. A exposição inclui ainda uma criação sonora original do músico Jorge Queijo, concebida especificamente para o espaço, ampliando a dimensão imersiva da experiência expositiva.
©Nuno Félix da Costa | ‘A Fotografia Fantasma’
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