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Decorre até 28 de fevereiro a 27.ª edição do Correntes d’Escritas, festival literário promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
“Aprendi que tudo está na palavra e que o seu uso na esfera pública deve ser parcimonioso para que não diga senão o que deve dizer, porque a palavra responsabiliza”, afirmou Andrea Silva, presidente do município, na cerimónia de abertura, que decorreu no Cine-Teatro Garrett, no dia 25, lê-se no site da autarquia.
Andrea Silva afirmou que “o sistema digital, as redes sociais e a inteligência artificial conjugados instalaram o caos e um tecnopopulismo autoritário e predador” e acrescentou: “Eu quero um mundo em que os livros e os autores continuem a dar-nos a capacidade de repensar o futuro que, por ter cada vez mais pressa de acontecer, exige uma capacidade de discernimento, de imaginação, digamos, só ao alcance de quem sabe administrar o tempo a uma diferente velocidade. Essa é a vocação do escritor. Essa é a capacidade da leitura. Autores e leitores conscientes da capacidade redentora da literatura como forma de paciência e de meditação.”
A Revista Correntes d’Escritas n.º 25 presta, nesta edição, homenagem a José Carlos Vasconcelos, jornalista e poeta poveiro, que agradeceu este “ato de generosidade”.
Na cerimónia de abertura, foram entregues vários prémios. O Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus foi atribuído ao texto ‘A Cronista de Um Vazio Interior’, de Ana Rita Gouveia Paiva. O Prémio Luis Sepúlveda distinguiu vários trabalhos: ‘A Caixa das Emoções’, do 4.º ano da Escola Básica de Rates (primeiro lugar); ‘Desenhos de Peluche’, do 4.º C do Agrupamento de Escolas Dr. José Leite Vasconcelos – Tarouca (segundo lugar); ‘Luís e o Xadrez da Amizade’, do 4.º G do Agrupamento de Escolas de Gondifelos – Famalicão (terceiro lugar); além das menções honrosas.
A 27.ª edição do Correntes d’Escritas continua a decorrer na Póvoa de Varzim até 28 de fevereiro. O programa pode ser consultado aqui.
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