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A felicidade é um objetivo comum, um bem que a ‘força’ dos jovens aliada à ‘sabedoria’ dos mais velhos podem tornar coletivamente desfrutável.
A frase do título passou por mim há tempos e ficou... Tem uma especial magia e força! Há uma espécie de magnetismo melancólico na mensagem esmagadora que transporta. Os tempos atuais convidam a grandes travessias do pensamento pela vida. O que ela nos reservou mais recentemente sem que lho tivéssemos pedido fez-nos valorizar muito mais tudo o que aprendemos, tudo o que tivemos de inventar e tudo o que reinventamos para nos reencontrarmos. Ficamos mais fortes em experiências e saberes, não necessariamente mais felizes...
A crise pandémica arrastou consigo uma grave crise social e, como sabemos, os próprios direitos humanos foram, em várias frentes, postos em causa. As condições de vida e mesmo de sobrevivência de muitas populações degradaram-se e, sobretudo, a noção do ‘já adquirido’ diluiu-se... Emergiram as fragilidades das alegrias quotidianas, do pleno exercício da identidade pessoal escorada nos direitos constitucionais e ficou clara a importância da visão e ação solidária entre gerações, como forma de resistência aos efeitos corrosivos de uma crise multifacetada e como estratégia única capaz de relançar a construção de um futuro confiante para todas as pessoas.
Que sentido faria, agora, pensar-se segundo uma perspetiva individualista na procura de uma vida social, ambiental e culturalmente renovada e mais justa? Como poderíamos isolar interesses, blindar grupos sociais e esquecer que os Direitos Humanos são universais e a Felicidade é um objetivo comum, um bem que justamente a ‘força’ dos jovens aliada à ‘sabedoria’ dos mais velhos podem tornar coletivamente desfrutável?
Ana Brito Jorge
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